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Quem foi Gracindo Jr., ator e diretor que morreu aos 83 anos

ResumoGracindo Jr., ator e diretor brasileiro, morreu aos 83 anos, deixando legado de mais de cinco décadas na TV e no teatro. Filho de Paulo Gracindo, destacou-se em novelas como 'O Casarão' e dirigiu produções marcantes. A carreira de Gracindo Jr. influenciou gerações de artistas e consolidou seu nome na dramaturgia nacional.

Gracindo Jr., ator e diretor com mais de cinco décadas de carreira, morreu aos 83 anos. Filho de Paulo Gracindo, ele marcou a TV brasileira com novelas como 'O Casarão'.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 02 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Quem foi Gracindo Jr., ator e diretor que morreu aos 83 anos

Gracindo Jr., ator e diretor com mais de cinco décadas no teatro, televisão, cinema e rádio, morreu na noite da última terça-feira (1º), aos 83 anos. A informação foi confirmada pela assessoria do artista nas redes sociais. Filho do também ator Paulo Gracindo, ele deixou uma marca ampla na dramaturgia brasileira.

Nascido Epaminondas Xavier Gracindo, começou a carreira ainda adolescente. Aos 15 anos, em 1959, fez um teste para a Rádio Nacional, onde trabalhou como ator, redator e disc-jóquei. Em 1961, participou da montagem de "A Escada", de Oswald de Andrade, ao lado de Rubens Corrêa e Ivan Albuquerque.

Gracindo Jr. integrou o primeiro elenco da TV Globo, já contratado quando a emissora foi inaugurada, em 1965. Naquele ano, participou de "Rosinha do Sobrado", uma das primeiras novelas do canal. Depois vieram "Padre Tião", "A Rainha Louca", "A Próxima Atração", "Uma Rosa com Amor", "Os Ossos do Barão" e "Supermanoela". Em "O Bem-Amado", de Dias Gomes, trabalhou ao lado do pai, com quem também contracenou em "Os Ossos do Barão".

Um dos papéis mais marcantes foi João Maciel, em "O Casarão", novela da Globo de 1976. A trama de Lauro César Muniz acompanhava cinco gerações de uma família em diferentes períodos históricos. Em 1984, foi para a TV Manchete e interpretou Dom Pedro I em "A Marquesa de Santos", contracenando com Maitê Proença. Dois anos depois, os dois voltaram a trabalhar juntos em "Dona Beija", uma das produções de maior repercussão da emissora.

De volta à Globo, participou de "Tenda dos Milagres", "Mandala", "O Salvador da Pátria", "Rainha da Sucata", "Gente Fina", "Deus nos Acuda", "Explode Coração", "Anjo de Mim" e "Esplendor". O último trabalho de destaque na emissora foi "Como uma Onda", de 2004. Depois, atuou em "Poder Paralelo" e "Plano Alto", da Record.

No cinema, acumulou títulos como "Os Homens que eu Tive", "Os Trapalhões na Serra Pelada", "O Trapalhão na Arca de Noé", "Floresta das Esmeraldas", "Desterro", "A Hora Marcada", "Bufo e Spallanzani", "A Selva", "Primo Basílio" e "Segurança Nacional". Também teve longa trajetória como diretor: após temporada em Portugal, voltou ao Brasil e, em 1978, assumiu a supervisão do núcleo de novelas das 18h da Globo. Em 1979, dirigiu "Memórias de Amor" e "Marron-Glacé". Em 1983, assumiu a direção de "Os Trapalhões".

Para quem acompanhou a teledramaturgia brasileira, a morte de Gracindo Jr. encerra um capítulo importante. A carreira dele mostra como um artista pode transitar entre gêneros e funções, do rádio à direção de programas de humor. A informação foi divulgada pela assessoria do artista, e não há detalhes sobre velório ou causa da morte até o momento.

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