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Professores da rede municipal anunciam paralisação em Juiz de Fora

ResumoProfessores da rede municipal de Juiz de Fora paralisarão atividades nos dias 18 e 19 de agosto por pendências salariais e outras reivindicações. A mobilização inclui ato em frente à Prefeitura e assembleia no Ritz Hotel. A paralisação visa pressionar a gestão municipal por respostas concretas às demandas da categoria.

Os professores da rede municipal de Juiz de Fora paralisarão suas atividades nos dias 18 e 19 de agosto, devido a pendências salariais e outras reivindicações. A mobilização inclui um ato em frente à Prefeitura e uma assembleia no Ritz Hotel.

Geraldo Assunção
Geraldo Assunção Repórter de Política Estadual · 03 de agosto de 2026 · 3 min de leitura
Professores da rede municipal anunciam paralisação em Juiz de Fora

Professores da rede municipal anunciam paralisação em Juiz de Fora

Os professores da rede municipal de Juiz de Fora paralisarão as atividades nos dias 18 e 19 de agosto. O comunicado foi feito na manhã desta segunda-feira (3) pelo Sindicato dos Professores Municipais (Sinpro-JF), que alega um cenário de erros na folha salarial, rescisões em atraso, pagamento pendente de triênios e adicionais. A mobilização inclui um ato em frente ao pátio da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), na Avenida Brasil, às 14h de terça-feira (18). Na quarta-feira (19), também às 14h, os servidores se reunirão em assembleia no Ritz Hotel.

Uma das coordenadoras do sindicato, Lúcia Lacerda, afirmou à Tribuna que a entidade vem cobrando insistentemente da Prefeitura a regularização das progressões funcionais, cujos pagamentos estão atrasados desde janeiro deste ano, sem que, até o momento, tenha recebido uma resposta.

Segundo a representante sindical, permanecem pendentes o pagamento de rescisões complementares de profissionais aposentados e de rescisões contratuais. A dirigente também observa que a categoria reivindica a regularização do repasse do Plano Nacional de Educação (PNE) às escolas e critica a demissão de 79 trabalhadores da limpeza e manutenção das unidades de ensino.

Relatos de professores da rede municipal indicam contracheques com valores inferiores aos devidos, ausência de adicionais e folhas de pagamento encerradas sem a quitação integral dos vencimentos, com atrasos que, segundo os servidores, chegam a um ano.

A Tribuna procurou a PJF para saber se a Administração reconhece as pendências apontadas pelo magistério, quais as justificativas para os atrasos nos pagamentos e nas rescisões, se há previsão para regularização dessas situações, em que estágio está o processo de promoção dos secretários escolares e qual é o posicionamento do Executivo sobre a mobilização anunciada pela categoria.

Em nota, a PJF informou que recebeu a pauta apresentada pelo Sindicato dos Professores, "que será analisada pelas áreas técnicas do Município. Após essa etapa, será realizada uma reunião com a direção da entidade para discutir os temas e definir os encaminhamentos".

A atual mobilização será a terceira paralisação realizada neste ano pelos professores concursados da rede municipal. No dia 26 de fevereiro, a categoria suspendeu as atividades por 24 horas para cobrar avanços na campanha salarial de 2026. Além do reajuste, os servidores reivindicaram mudanças nos critérios de contratação, questionaram a implantação do ponto eletrônico e debateram outros pontos da pauta.

Em 22 de maio deste ano, os professores da rede municipal realizaram uma paralisação para cobrar da Prefeitura o avanço de uma série de demandas, entre elas a reformulação do Plano de Assistência à Saúde (PAS), a reposição de professores nas escolas, o fim da junção de turmas, a regularização do pagamento de rescisões e da progressão funcional por antiguidade, além da implementação da licença remunerada para aperfeiçoamento profissional. A paralisação prevista para agora, em agosto, amplia a sequência de paralisações promovidas pela categoria neste ano.

Outro episódio de desgaste entre a Prefeitura e a categoria, embora sem resultar em paralisação, ocorreu no fim de julho. No dia 23, o sindicato anunciou a demissão de 26 professores vinculados à Secretaria de Esporte e Lazer durante o recesso escolar.

Após reuniões e pressão da entidade, a Administração municipal recuou da decisão. Na última quarta-feira (29), o sindicato informou que as demissões haviam sido revertidas.

Procurada pela Tribuna à época, a Prefeitura confirmou, de forma sucinta, que "não haverá descontinuidade dos contratos dos profissionais", mas não detalhou como será conduzido o processo de reintegração dos servidores.

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