Mulheres que acusam padre de violência sexual denunciam silêncio do Vaticano
A advogada Laura Sgrò, que representa cinco mulheres que acusam o padre esloveno Marko Rupnik de violência sexual, denuncia a falta de transparência do Vaticano no processo judicial. Desde outubro de 2025, quando foram nomeados os juízes, não houve informações oficiais sobre o an
Mulheres que acusam padre de violência sexual denunciam silêncio do Vaticano
A advogada de cinco mulheres que acusam um conhecido padre esloveno de agressão sexual denuncia a falta de transparência do Vaticano na ação judicial. "O que está acontecendo neste julgamento é simplesmente assustador", afirmou à AFP Laura Sgrò, que apresentou uma denúncia à Santa Sé em abril de 2024, em nome de suas cinco clientes, contra Marko Rupnik, de 71 anos.
O caso contra Marko Rupnik
Este teólogo e artista de mosaicos é acusado de ter exercido violência psicológica e sexual sobre pelo menos 20 mulheres durante quase 30 anos, especialmente na comunidade que dirigia em Liubliana, a capital eslovena.
Ação da Igreja e prescrição
O Vaticano havia invocado a prescrição dos fatos para encerrar o caso em 2022 sem investigação, mas o papa Francisco a suspendeu no ano seguinte para permitir o andamento do processo. Em outubro de 2025, o Vaticano anunciou a nomeação de cinco juízes para o tribunal encarregado do processo, sem definir a data de abertura.
Silêncio de nove meses
Há nove meses, "não tivemos nenhuma informação, zero!", lamenta Sgrò, ressaltando que os fatos estão prescritos para um processo civil. Apesar de "inúmeras ligações", e-mails e cartas registradas, "sempre me ignoraram (...) Nunca recebi resposta, nem verbal nem escrita, jamais! Tudo o que sabemos sobre este julgamento soubemos pela imprensa", afirma a advogada que representa uma italiana, uma francesa, uma eslovena e duas mulheres que desejam permanecer anônimas.
Perguntas Frequentes
Quem é Marko Rupnik?
Marko Rupnik é um padre esloveno de 71 anos, teólogo e artista de mosaicos, acusado de violência psicológica e sexual contra mulheres.
Quantas mulheres o acusam?
Pelo menos 20 mulheres o acusam de agressões ocorridas durante quase 30 anos, especialmente na comunidade que dirigia em Liubliana.
O que o Vaticano fez?
O Vaticano inicialmente invocou a prescrição em 2022 para encerrar o caso, mas o papa Francisco suspendeu a decisão em 2023. Em outubro de 2025, foram nomeados cinco juízes.
Por que as mulheres denunciam silêncio?
A advogada Laura Sgrò afirma que, desde outubro de 2025, não recebeu nenhuma informação oficial do Vaticano, apesar de inúmeras tentativas de contato.
Quem representa as vítimas?
A advogada Laura Sgrò representa cinco mulheres: uma italiana, uma francesa, uma eslovena e duas que desejam anonimato.