Cruzeiro tem ótimo time titular, mas elenco frágil preocupa
A partida em São Januário mostrou que o Cruzeiro depende muito do time titular. Com desfalques, o time sofreu. Veja a análise.
O jogo de sábado (29/8) em São Januário expôs a fragilidade do elenco do Cruzeiro. Diante de um Vasco competitivo, a opção por poupar titulares escancarou o abismo entre o time ideal e o banco de reservas. Quando a Raposa entra com sua estrutura principal, apresenta futebol organizado. Mas a maratona de jogos cobrou seu preço.
Sem Lucas Romero, Gerson e Kaio Jorge desde o início, e com Matheus Pereira entrando só no segundo tempo, o time sofreu para criar jogadas. A defesa mostrou desorganização, embora João Marcelo e Jonathan Jesus tenham ido bem, como disse o técnico Artur Jorge. Matheus Henrique, Kaique Kenji, João Costa e principalmente Néiser Villarreal não mantiveram o nível de pressão na saída de bola nem a qualidade ofensiva dos titulares.
A comissão técnica percebeu o risco de derrota histórica e acionou peças na etapa final. A mudança foi imediata. Com Matheus Pereira, o Cruzeiro recuperou a posse, subiu as linhas e agrediu mais a defesa vascaína. A reação confirmou que o 11 inicial pode brigar no topo da tabela do Brasileirão, mas a sustentabilidade ao longo de 38 rodadas segue ameaçada.
Poupar jogadores é necessidade no calendário brasileiro. Mas o jogo contra o Vasco deixou claro: a rotação no Cruzeiro ainda cobra um custo tático elevado. Quem vive a rotina do clube sabe que o elenco curto pesa nas horas decisivas. A torcida espera que a diretoria traga reforços para dar conta da maratona. próximos jogos do Cruzeiro no Brasileirão