Comunidade

Escola indígena em tempo integral inaugurada em Brejo Santo

ResumoA Escola Indígena do Cariri, em Brejo Santo, no sítio Queimadas, foi oficialmente inaugurada como primeira unidade em tempo integral da região. A instituição atende quase 90 alunos da comunidade Isú-Kariri, integrando tradição cultural ao ensino formal. A estrutura representa marco educacional para o povo indígena local, oferecendo jornada ampliada com currículo que valoriza saberes ancestrais.

A primeira e única Escola Indígena do Cariri foi oficialmente inaugurada em Brejo Santo, no sítio Queimadas. A unidade atende quase 90 alunos da comunidade Isú-Kariri em tempo integral, unindo tradição e ensino formal.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 31 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Escola indígena em tempo integral inaugurada em Brejo Santo

No sítio Queimadas, a cerca de 20 quilômetros do centro de Brejo Santo, a comunidade rural de Baixio dos Bastos celebra um marco. A primeira e única Escola Indígena do Cariri foi oficialmente inaugurada neste mês de agosto, em formato de tempo integral, atendendo quase 90 alunos.

A unidade de ensino nasceu há 2 anos, mas só agora ganhou inauguração oficial. Antes, os encontros entre os mestres da cultura Isú-Kariri aconteciam apenas no território comunitário. Hoje, os saberes tradicionais ocupam as salas de aula, num esforço diário de alinhar as tradições ancestrais às transformações do mundo contemporâneo.

O povo Isú-Kariri, formado por cerca de 20 famílias, estabeleceu residência no local no início da década de 1990. O nome do grupo faz referência ao local de origem e significa "fogo" na língua Kariri. Semanalmente, os mestres Isú-Kariri visitam os estudantes para ensinar sobre plantio e outras práticas culturais.

A diretora da escola, Cícera Pereira, destaca a importância cultural da instituição para a comunidade. A escola não é apenas um espaço de ensino formal, mas um ponto de encontro entre gerações, onde o fogo da tradição se mantém aceso.

Para quem vive na região, a inauguração representa mais que um prédio novo. É o reconhecimento de uma história de luta e resistência, que agora ganha estrutura para formar as próximas gerações sem perder as raízes. educação indígena no Ceará comunidades tradicionais do Cariri

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