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Cachorrinha velada ao lado de pai e filhas mortos na BR-163 deve ser cremada

A cachorrinha Lola, que morreu no acidente na BR-163 que também tirou a vida de Antônio Pedro Zardin Filho, de 42 anos, e das duas filhas dele, de 15 e 11 anos, deve ser cremada em Campo Grande. A informação foi confirmada ao g1 pela empresa responsável pela cerimônia. A previsão é de que a cremação ocorra na manhã desta quinta-feira (10).

Cabe à família definir os detalhes da cerimônia, que ainda não foram divulgados. Lola foi velada em Bela Vista (MS), junto com Antônio e as filhas. O cortejo que se formou na despedida reuniu dezenas de carros.

Como funciona a cremação de animais

Conforme apurado pelo g1, as cerimônias de cremação de animais de estimação costumam durar cerca de uma hora, período destinado à despedida dos tutores. Em seguida, é realizada a cremação. As cinzas de cães e gatos cremados costumam ser disponibilizadas no mesmo dia à família.

Para quem acompanha a rotina de um velório de animal, o tempo de despedida costuma ser o único momento em que a família consegue organizar a perda. No caso de Lola, a cerimônia ganhou outra dimensão: ela morreu no mesmo acidente que vitimou o pai e as duas filhas.

Uma sequência de perdas na mesma família

A tragédia na BR-163 ocorreu meses depois de as filhas perderem a mãe e os avós. Ou seja, a mesma família enfrentou perdas sucessivas em um intervalo curto. A cachorrinha Lola fazia parte dessa rotina e foi velada ao lado de Antônio e das meninas.

A confirmação da cremação partiu da empresa responsável pela cerimônia, que não divulgou os detalhes do serviço. A definição sobre horário, local e formato cabe à família, segundo a reportagem. Até a publicação desta matéria, não havia informações sobre a presença de público ou de cerimônia aberta.

Para famílias que passam por situação parecida, a orientação prática é buscar o serviço de cremação diretamente com a empresa responsável e confirmar horários e documentação exigida. Em Mato Grosso do Sul, a reportagem procurou a empresa que atende o caso, que confirmou a previsão da cerimônia sem detalhar o procedimento.

O caso segue sob acompanhamento da família e da empresa responsável pela cremação. Novas informações sobre a cerimônia devem ser divulgadas pela própria família.

Cláudia Resende
Repórter de Saúde e Educação
De Juiz de Fora, cobre saúde pública e educação em MG com foco no que afeta a família mineira.
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