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Alfabetizar é abrir caminhos para o mundo

ResumoA alfabetização é o processo que abre caminhos para o mundo ao ensinar a criança a ler e escrever com autonomia. Uma professora do 1º ano do Ensino Fundamental relata que a literatura e o incentivo à escrita transformam a aprendizagem, ampliando a compreensão de mundo e a expressão dos alunos.

Alfabetizar é abrir caminhos para o mundo. Professora do 1º ano do Ensino Fundamental relata como a literatura e o incentivo à escrita transformam a aprendizagem das crianças.

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 10 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Alfabetizar é abrir caminhos para o mundo

Alfabetizar uma criança é mais do que ensiná-la a reconhecer letras, formar sílabas ou registrar palavras no papel. É acompanhar uma das descobertas mais importantes da infância: perceber que a linguagem escrita serve para comunicar ideias, imaginar, perguntar, conhecer, sentir, criar e compreender o mundo. É isso que significa dizer que alfabetizar é abrir caminhos para o mundo.

A resposta direta a essa ideia é simples: o processo de alfabetização não se esgota no domínio do código escrito. Ele envolve conquistas que, para os adultos, parecem pequenas, mas representam passos enormes para as crianças, como escrever o primeiro nome, descobrir uma palavra, ler uma frase ou tentar escrever uma história sozinha. Aos poucos, aquilo que parecia um código secreto começa a fazer sentido.

Cada criança aprende em um ritmo próprio

Como professora do 1º ano do Ensino Fundamental, Adriana Gamelas relata que presencia diariamente essas conquistas em sala de aula. O processo, no entanto, não acontece da mesma forma para todos. Cada criança chega à escola com experiências, conhecimentos, curiosidades e necessidades diferentes.

Por isso, alfabetizar exige sensibilidade para respeitar ritmos individuais sem perder de vista os objetivos pedagógicos. Exige também leveza e encantamento, segundo a professora. Nesse ponto, a literatura ocupa lugar fundamental: a criança precisa aprender a ler, mas também precisa descobrir por que vale a pena ler.

Os livros oferecem essa resposta de forma natural, ao permitir viajar sem sair de lugar, conhecer outras realidades, reconhecer sentimentos, desenvolver a imaginação e encontrar novas maneiras de compreender a si mesma e o outro.

Literatura e escrita na prática escolar

A experiência de Adriana Gamelas como escritora de literatura infantil também influencia sua atuação em sala de aula. Quando as crianças entendem que as histórias nascem de ideias, experiências, sentimentos e imaginação, a literatura deixa de ser algo distante. Elas percebem que também podem criar, escrever e contar suas próprias histórias.

Por isso, a professora procura olhar para as primeiras produções textuais para além do erro ortográfico. Antes da correção, existe uma intenção, um pensamento sendo organizado, uma narrativa querendo ganhar forma. Valorizar esse movimento é também incentivar a confiança necessária para continuar aprendendo projetos de incentivo à leitura nas escolas.

Projetos como o Apogeu Literário fortalecem esse vínculo ao aproximar os estudantes de livros, escritores e ilustradores, inclusive autores da própria cidade. Conhecer quem escreve, conversar sobre uma obra e receber um livro autografado transforma a leitura em memória, afeto e experiência.

Na semana do Dia Mundial da Alfabetização, o compromisso que se reforça é formar leitores curiosos, críticos, criativos e capazes de encontrar nas palavras novas possibilidades de compreender e transformar o mundo. Mais do que crianças que sabem ler e escrever, trata-se de abrir caminhos para que a leitura siga viva fora da escola.

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