Ecoturismo no Alto Velhas apresenta resultados e cria guia digital
Iniciativa mapeou cachoeiras, trilhas e empreendimentos em sete distritos de Itabirito e Ouro Preto. Encontro no dia 03 apresentou os resultados e o guia digital que reúne atrativos e serviços da região.
Moradores, associações comunitárias, empreendedores do turismo e representantes do poder público e da iniciativa privada se reuniram no último dia 03, no restaurante Catana da Serra, em Itabirito, para o encerramento do Projeto Ecoturismo no Alto Velhas. A iniciativa de desenvolvimento territorial mapeou cachoeiras, trilhas, pontos históricos e culturais e estabelecimentos ligados ao turismo em sete distritos e comunidades do território.
O projeto abrange os distritos de Acuruí, em Itabirito, e Cristal, Maracujá, Glaura, São Bartolomeu, Amarantina e Cachoeira do Campo, em Ouro Preto. Ao todo, foram identificados inicialmente 36 atrativos, entre cachoeiras, trilhas, centros culturais, empreendimentos gastronômicos e hospedagens. A etapa seguinte contou com expedições de campo para validação dos atrativos e identificação de pontos críticos de segurança, acessibilidade e sinalização.
Guia digital reúne atrativos e serviços do território
Um dos principais legados do projeto é uma plataforma digital que funciona como guia da região. A ferramenta apresenta fichas de cachoeiras, trilhas e outros pontos de interesse, com fotografias, descrições e acesso ao mapa com o traçado das rotas, permitindo a consulta pelo celular durante a visita.
Além dos atrativos naturais e culturais, a plataforma tem um diretório pesquisável de estabelecimentos locais, organizado por categorias como hospedagem, restaurantes e comércio turístico. Cada estabelecimento pode exibir contato, localização e site. A ferramenta funciona em celulares, tablets e computadores e conta com painel administrativo para atualização autônoma dos conteúdos.
O trabalho também resultou na produção de mapas com informações sobre atrativos de ecoturismo, trilhas e acessos, estradas, pontos históricos, áreas protegidas, unidades de conservação e a malha hidrográfica do território. As trilhas mapeadas estão sendo classificadas de acordo com a Norma ABNT NBR 15505-2, que estabelece critérios de esforço físico, condições do terreno, severidade do meio e orientação dos percursos.
Encerramento teve caminhada e apresentação de resultados
A programação no Catana da Serra começou com um café de boas-vindas, seguido de caminhada por duas cachoeiras do Vale do Catana. A vivência permitiu aos participantes conhecer na prática parte dos atrativos identificados pelo projeto, antes da apresentação dos resultados e das próximas perspectivas para o ecoturismo na região.
Participaram das falas o gestor do projeto, Daniel Mira Felicioni; as representantes da Vale Michele Dias e Caroline Reis; o secretário de Meio Ambiente de Itabirito, Frederico Artur de Souza Leite; e o diretor de Parques da Secretaria de Meio Ambiente de Ouro Preto, Pedro Rodrigues. O evento também contou com representantes de empresas de ecoturismo da região e lideranças e moradores das localidades abrangidas. Após a apresentação, os participantes participaram de um almoço de confraternização.
Para Daniel Mira Felicioni, gestor do projeto, a construção coletiva foi fundamental para que o mapeamento refletisse as características e necessidades reais do território. A iniciativa buscou não apenas identificar lugares com potencial turístico, mas também compreender os limites e as condições necessárias para que a visitação aconteça de maneira segura, responsável e compatível com a conservação ambiental.
O Projeto Ecoturismo no Alto Velhas é realizado pela Geomagna, com patrocínio da Vale e apoio da Prefeitura Municipal de Ouro Preto, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A proposta é contribuir para a conservação ambiental, a valorização dos recursos naturais e culturais e o desenvolvimento socioeconômico das comunidades envolvidas, articulando moradores, empreendedores, poder público e iniciativa privada em torno de uma estratégia comum para o território. Moradores que quiserem acompanhar a atualização dos atrativos ou tirar dúvidas sobre o mapeamento podem procurar as associações comunitárias das localidades abrangidas e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Ouro Preto.