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Waack: investigações da PF contaminam as eleições

ResumoWilliam Waack, comentarista político, avalia que as investigações da Polícia Federal autorizadas pelo STF contaminam as eleições brasileiras. As ações reforçam a percepção pública de que o sistema político é corrupto, ampliando a aversão generalizada dos eleitores. O processo investigativo, segundo Waack, intensifica o descrédito institucional e distorce o debate eleitoral, prejudicando a confiança nas urnas e nos candidatos.

O comentarista William Waack avalia que as investigações da Polícia Federal, autorizadas pelo STF, contaminam as eleições ao reforçar a impressão de que tudo é sujeira e ampliar a aversão ao sistema político no Brasil.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 31 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Waack: investigações da PF contaminam as eleições

Waack: investigações da PF contaminam as eleições

O comentarista William Waack avalia que as recentes investigações da Polícia Federal, autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, contaminam o processo eleitoral brasileiro. Em sua análise, ele destaca que cada lado político comemora um gol contra o outro, mas o efeito vai além de uma disputa de soma zero: a população passa a enxergar o sistema político como um todo com desconfiança.

O que disse Waack sobre as investigações da PF

Waack aponta que as investigações em curso, que atingem tanto aliados do governo quanto a oposição, reforçam no público a impressão de que "tudo é só sujeira" e que todos os políticos seriam, no fundo, "farinha do mesmo saco". Essa percepção, segundo ele, alimenta uma profunda aversão ao sistema, entendido como o conjunto de instituições, inclusive as eleições.

Quem está sendo investigado

O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a Polícia Federal a investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Lulinha é suspeito de tráfico de influência e corrupção em conjunto com um lobista conhecido como "careca do INSS", embora Waack ressalte que esse é outro escândalo.

Na semana anterior, o mesmo ministro já havia autorizado pedido de investigação da PF contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O objetivo desse inquérito é apurar para onde foram os valores doados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao senador, em princípio para bancar um filme sobre o pai dele.

O efeito político das investigações

Waack argumenta que o primeiro efeito político eleitoral dessas investigações é evidente: cada lado comemora um gol contra o outro. No entanto, ele alerta que não se trata de um jogo de soma zero, no qual tudo se equivale, pois pelo menos dois efeitos abrangem a totalidade do processo político no Brasil.

O primeiro efeito é marcar ainda mais no público a impressão de que tudo é só sujeira, reforçando a ideia de que todos são farinha do mesmo saco. Isso, por sua vez, potencializa o segundo efeito: uma profunda aversão ao sistema, entendido como o conjunto de instituições, inclusive eleições, e o consequente descrédito sobre todas elas.

A política presa ao Judiciário e à PF

O comentarista observa que a política brasileira, nesta fase, está presa em grande medida ao que faz ou não faz a polícia e o Judiciário, incluindo o STF e outros Tribunais Superiores. Essa dinâmica cria uma retroalimentação perpétua das bolhas e da polarização, reforçando a noção de que se trata de uma eleição em torno de taxas de rejeição.

Para Waack, o resultado é, no fundo, uma falta de escolhas para o eleitor. A centralidade das investigações no debate público acaba por reduzir a eleição a um embate entre rejeições, em vez de uma disputa de projetos e propostas.

O que esperar do cenário eleitoral

A avaliação de Waack sugere que, enquanto as investigações continuarem pautando o noticiário, a polarização tende a se intensificar. O eleitor, por sua vez, pode se sentir cada vez mais distante das instituições, o que reforça o descrédito generalizado.

Nesse contexto, a recomendação do comentarista é implícita: é preciso que o debate público supere a lógica da rejeição e volte a se concentrar em propostas concretas para o país. Caso contrário, a eleição continuará refém das investigações e da desconfiança popular.

Perguntas Frequentes

Por que Waack diz que as investigações contaminam as eleições?

Porque elas reforçam no público a impressão de que tudo é sujeira e que todos os políticos são farinha do mesmo saco, ampliando a aversão ao sistema e o descrédito sobre as instituições, incluindo as eleições.

Quem autorizou as investigações da PF?

O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a Polícia Federal a investigar Fábio Luís Lula da Silva e, na semana anterior, o senador Flávio Bolsonaro.

O que é investigado no caso de Lulinha?

Lulinha é suspeito de tráfico de influência e corrupção em conjunto com um lobista conhecido como "careca do INSS".

Qual é o objetivo do inquérito contra Flávio Bolsonaro?

Apurar para onde foram os valores doados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao senador, em princípio para bancar um filme sobre o pai dele.

O que Waack quer dizer com "falta de escolhas"?

Que a eleição está se tornando um embate em torno de taxas de rejeição, em vez de uma disputa de projetos, o que reduz as opções reais para o eleitor.

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