Sexto suspeito de morte de empresário em Carapicuíba é preso
A Guarda Civil Municipal de Carapicuíba prendeu, na quinta-feira (30), o sexto suspeito envolvido na morte do empresário Marcelo Magalhães, de 31 anos. Ele foi encontrado morto no rio Cotia após ser sequestrado e ficar uma semana desaparecido. Entenda o caso.
Sexto suspeito de morte de empresário em Carapicuíba é preso
A Guarda Civil Municipal de Carapicuíba prendeu, na quinta-feira (30), o sexto suspeito envolvido na morte do empresário Marcelo Magalhães, de 31 anos. Ele foi encontrado morto no rio Cotia, entre as cidades de Jandira e Carapicuíba, no último dia 24, após ser sequestrado e ficar uma semana desaparecido. A prisão foi feita pelos guardas da Romu, a Ronda Ostensiva Municipal, conforme a Prefeitura de Carapicuíba.
A CNN Brasil procurou a SSP-SP, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, e a Prefeitura para mais informações, mas a reportagem não teve retorno até o fechamento desta edição. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que já havia localizado o corpo e agora trabalha para identificar todos os envolvidos.
Como o empresário desapareceu?
Marcelo foi visto pela última vez em 16 de julho, quando saiu de um bar acompanhado de outro homem em Carapicuíba. O carro de Marcelo, que é blindado e foi encontrado com diversas marcas de calçados no capô e no para-brisa, foi abandonado às 22h50 na Rua das Andorinhas. Testemunhas relataram que um homem desconhecido, alto, magro, vestindo blusa preta, capuz azul e calça jeans clara, abandonou o automóvel no local e saiu correndo.
O abandono do veículo em via pública, com marcas de pisões, chamou a atenção dos investigadores logo no início. A dinâmica apontava para um sequestro, o que foi confirmado nos dias seguintes com o aparecimento do corpo.
O que dizem as investigações sobre a motivação
Segundo as investigações, Marcelo foi atraído para uma emboscada por um amigo e morto após extorsão. O crime foi premeditado e motivado por um desentendimento financeiro. O empresário já vinha sendo alvo de chantagens por parte do conhecido. O delegado Fabiano Barbeiro afirmou que o comerciante fazia repasses financeiros ao suspeito havia algum tempo, mas havia decidido interromper os pagamentos.
A decisão de parar de pagar pode ter sido o estopim para o crime. A extorsão, que antes era feita à distância, virou um sequestro relâmpago com desfecho trágico.
O sequestro e o cativeiro
A vítima foi levada a um imóvel ao qual o investigado tinha acesso, onde foi amarrada, amordaçada e mantida refém por cerca de duas horas. Durante esse período em cativeiro, o comerciante foi obrigado a realizar transferências de valores de sua conta bancária para os criminosos.
A Polícia Civil teve acesso a imagens que mostram o empresário Marcelo Magalhães de Almeira, de 31 anos, amordaçado no interior de um cativeiro. Os vídeos obtidos pela CNN Brasil também registram a saída da vítima do local do sequestro, levada em seu próprio carro sob o controle dos criminosos. As imagens mostram os homens ostentando celulares, carros de luxo e garrafas de bebida. Em um dos trechos, é possível ver a vítima amarrada sobre a cama.
A polícia afirma que Marcelo permaneceu vivo durante todo o período em que foi mantido em cárcere e foi levado nessa condição até uma área de mata próxima a um córrego. Segundo o delegado, uma testemunha relatou que a vítima chegou a implorar para não ser morta, dizendo aos criminosos que poderiam ficar com o dinheiro, desde que poupassem sua vida.
O que aconteceu depois da extorsão
Após o período de extorsão no cativeiro, os criminosos decidiram dar fim à vida do empresário. Marcelo, ainda amarrado e amordaçado, foi colocado no banco de trás de seu próprio carro, um veículo blindado, e levado pelo grupo até as proximidades de uma comunidade, perto de uma área de mata da Sabesp. Os investigadores descobriram que a vítima foi obrigada a desembarcar do carro e caminhar amarrada por uma trilha na mata até chegar a um córrego, local onde a polícia acredita que ele foi assassinado e teve seu corpo atirado na água.
O corpo foi encontrado no rio Cotia, entre Jandira e Carapicuíba, no dia 24, uma semana após o desaparecimento. A causa da morte não foi divulgada oficialmente até o momento.
O que se sabe sobre as prisões
Com a prisão desta quinta-feira, já são seis suspeitos detidos pelo envolvimento no crime. A Guarda Civil Municipal de Carapicuíba não detalhou como encontrou o sexto suspeito nem onde ele estava. A SSP-SP e a Prefeitura foram procuradas, mas ainda não se manifestaram publicamente.
A Polícia Civil continua as investigações para esclarecer todos os detalhes e identificar se há mais pessoas envolvidas no sequestro, na extorsão e no homicídio. A expectativa é que novas informações sejam divulgadas nos próximos dias.
Perguntas Frequentes
Quem foi Marcelo Magalhães?
Marcelo Magalhães era um empresário de 31 anos, morador de Carapicuíba, na Grande São Paulo. Ele foi sequestrado em 16 de julho e encontrado morto no rio Cotia no dia 24.
Quantas pessoas foram presas pelo crime?
Seis suspeitos foram presos até agora. A última prisão foi na quinta-feira (30), feita pela Guarda Civil Municipal de Carapicuíba.
Qual foi a motivação do crime?
Segundo as investigações, o crime foi premeditado e motivado por um desentendimento financeiro. Marcelo era alvo de chantagens e decidiu interromper os pagamentos a um conhecido.
Onde o corpo foi encontrado?
O corpo foi encontrado no rio Cotia, entre as cidades de Jandira e Carapicuíba, no dia 24 de julho.
O que aconteceu com o carro da vítima?
O carro blindado de Marcelo foi abandonado na Rua das Andorinhas, com marcas de calçados no capô e no para-brisa. Ele foi usado pelos criminosos para levar a vítima até a área de mata.