Cobertura onde Elize Matsunaga matou marido à venda por R$ 2,8 mi
A cobertura triplex onde Elize Matsunaga matou e esquartejou o marido, Marcos Matsunaga, foi colocada à venda por R$ 2,8 milhões. O imóvel fica na Vila Leopoldina, zona Oeste de São Paulo, e tem cinco suítes, piscina privativa e condomínio de R$ 6.087.
Cobertura onde Elize Matsunaga matou e esquartejou o marido é colocada à venda por R$ 2,8 milhões em SP
A cobertura triplex onde Elize Matsunaga matou e esquartejou o marido, Marcos Matsunaga, foi colocada à venda por R$ 2,8 milhões. O imóvel fica na Vila Leopoldina, zona Oeste de São Paulo. O crime aconteceu em 2012. O Estadão tentou contato com a defesa de Elize, que ainda não respondeu.
O anúncio, publicado há um mês em um site de compra e venda de imóveis, mostra a cobertura construída nos anos 1990. O imóvel é uma junção de dois apartamentos em um só, um dos poucos do tipo no condomínio da Rua Carlos Weber. São cinco suítes, quatro vagas de garagem, banheira de hidromassagem, churrasqueira e piscina privativa. O condomínio mensal é de R$ 6.087 e o IPTU, de R$ 19,3 mil por ano.
O que aconteceu dentro da cobertura
Foi em uma das salas, com vidros antirruído, do apartamento de 340 m² que Marcos Matsunaga levou um tiro na cabeça. Depois, Elize arrastou o corpo do empresário por 12 metros, até um quarto, onde ocorreu o esquartejamento.
Semanas após o crime, Elize voltou ao apartamento com o delegado Mauro Gomes Dias, que fez a reconstituição dos fatos. "Fizemos o teste com o luminol no local indicado e encontramos vestígios de rastro de sangue. Outro reagente químico comprovou que era sangue humano", disse o perito Ricardo da Silva Salada, do Núcleo de Perícia de Crimes Contra a Pessoa do Instituto de Criminalística (IC) à época.
O casal e o crime
Marcos Matsunaga era empresário, dono da indústria de alimentos Yoki, além de fotógrafo amador e grande conhecedor de vinhos. Vizinhos o descreviam como discreto e simpático.
Elize matou o marido com um tiro na cabeça em maio de 2012, no apartamento do casal. Em seguida, esquartejou o corpo, colocou as partes em sacos e usou o próprio carro para espalhar os pedaços em uma região de mata em Caucaia do Alto, em Cotia, na Grande São Paulo.
O desfecho judicial
Durante a investigação, Elize confessou o crime e alegou que o marido a agredia e a traía. Condenada inicialmente a 19 anos e 11 meses, teve a pena reduzida em 2019 para 16 anos e 3 meses por ter confessado. Em maio de 2022, após cumprir dez anos e registrar bom comportamento na Penitenciária Feminina de Tremembé, obteve progressão para o regime aberto.
O que esperar da venda
Para quem busca imóveis na região, a cobertura chama atenção pelo tamanho e pelos diferenciais, mas carrega uma história pesada. O valor de R$ 2,8 milhões está acima da média de mercado para a área? Depende da comparação com outros imóveis de alto padrão na Vila Leopoldina. A negociação pode ser demorada, já que o histórico do imóvel tende a afastar alguns compradores e atrair outros, curiosos ou investidores em busca de oportunidade.
Perguntas Frequentes
O imóvel está realmente à venda?
Sim, o anúncio foi publicado há um mês em um site de compra e venda de imóveis, com valor de R$ 2,8 milhões.
Quais são as características da cobertura?
São cinco suítes, quatro vagas de garagem, banheira de hidromassagem, churrasqueira, piscina privativa, 340 m², condomínio de R$ 6.087 e IPTU de R$ 19,3 mil por ano.
Onde fica a cobertura?
Na Rua Carlos Weber, na Vila Leopoldina, zona Oeste de São Paulo.
Qual foi a condenação de Elize?
Inicialmente 19 anos e 11 meses, reduzida para 16 anos e 3 meses em 2019. Em 2022, ela progrediu para o regime aberto.
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