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Segurança em JF: propostas dos 11 candidatos ao Governo de MG

ResumoA Tribuna de Minas consultou os 11 candidatos ao Governo de Minas Gerais sobre segurança pública em Juiz de Fora. As propostas abrangem recomposição de efetivos policiais, reforço no enfrentamento ao feminicídio e ações específicas para a cidade-polo da Zona da Mata. Cada candidato apresentou compromissos distintos para a região, sem consenso sobre prioridades orçamentárias ou operacionais.

A Tribuna de Minas ouviu os 11 candidatos ao Governo de Minas sobre segurança pública em Juiz de Fora. Das propostas para recompor efetivos ao enfrentamento ao feminicídio, veja o que cada um promete para a cidade-polo da Zona da Mata.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 03 de setembro de 2026 · 3 min de leitura
Segurança em JF: propostas dos 11 candidatos ao Governo de MG

A distância entre Juiz de Fora e Belo Horizonte é de cerca de 275 quilômetros, mas decisões tomadas na capital mineira chegam às ruas, delegacias e unidades prisionais do município. Foi nessa relação que a Tribuna de Minas ouviu os 11 candidatos ao Governo de Minas sobre os caminhos propostos para a segurança pública em Juiz de Fora, dos investimentos e estrutura das forças de segurança às políticas de prevenção e combate ao feminicídio. As respostas integram a edição 2026 do Voto e Cidadania.

Falta de efetivo, sobrecarga das forças, limitações no atendimento a mulheres vítimas de violência e superlotação do sistema prisional estão entre os gargalos que passam por decisões do Executivo estadual. Minas é o segundo estado que mais registrou feminicídios no país em 2025, segundo dados citados na reportagem. No domingo (30/8), a Tribuna ouviu agentes das forças de segurança, especialistas e analisou dados oficiais para mostrar como esses problemas se manifestam em Juiz de Fora. Agora, o Voto e Cidadania leva o diagnóstico aos candidatos e pergunta quais medidas pretendem adotar.

As respostas foram publicadas conforme encaminhadas pelas assessorias, sem edição de conteúdo pela Tribuna. Houve apenas corte quando o limite de caracteres informado previamente às campanhas foi ultrapassado. A ordem de apresentação segue critério alfabético.

Entre as propostas, um candidato que foi prefeito de Belo Horizonte defende recompor o efetivo, valorizar policiais e garantir viaturas e delegacias funcionando, além de direcionar investimentos aos bairros de maior risco, integrando PM, Polícia Civil e Guarda Municipal. Ele cita que Minas tem cerca de 70 Delegacias Especializadas em Atendimento à Mulher e defende delegacias 24 horas e resposta imediata às ameaças.

Outro candidato propõe criar um Gabinete de Crise nos primeiros dias de governo para integrar as polícias e expulsar facções criminosas do território de Juiz de Fora, com inteligência policial e ostensividade. Na prevenção, cita a presença contínua do Poder Público após a retomada dos territórios, com saúde, educação e saneamento. No combate ao feminicídio, propõe trabalhar com centros de saúde, escolas e igrejas para identificar situações de violência.

Há quem defenda ampliar delegacias especializadas, fortalecer a Patrulha de Proteção à Mulher e o monitoramento eletrônico de agressores, além de ampliar casas-abrigo e apoio psicológico e jurídico. Um dos candidatos fala em criar emprego e qualificação para dar independência financeira às mulheres e priorizá-las em programas habitacionais. Ele também propõe recompor efetivos aproveitando concursos em vigor.

A proposta do "Cinturão de Minas" prevê vigilância permanente nas entradas do estado, com leitura automática de placas, videomonitoramento e cruzamento de dados em tempo real, integrando polícias mineiras, forças federais e estados vizinhos. No feminicídio, a ideia é implantar monitoramento eletrônico dos agressores e integrar delegacias, Judiciário e sistema prisional.

Um candidato defende criar um Centro Integrado de Inteligência Criminal, conectando Polícia Penal e cooperação federal, com meta de "Feminicídio Zero": avaliação de risco desde o primeiro atendimento, tornozeleira para agressores de maior risco e rede regional de acolhimento. Ele cita a Operação Retorsão, realizada neste ano contra facção ligada a homicídios na cidade.

Há ainda propostas de dissolução das polícias e substituição por organização armada eleita pela população, e de desmilitarização da polícia, com foco em prevenção e inteligência. Todas as respostas foram publicadas na íntegra pela Tribuna, que integra a edição 2026 do Voto e Cidadania.

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