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Vereadores cobram segurança após duplo homicídio em Mariana

ResumoA Câmara Municipal de Mariana aprovou requerimento cobrando reunião com forças policiais e debate sobre prevenção após o duplo homicídio de jovens de Passagem. Vereadores demandam ações integradas de segurança pública para conter a violência na região. O caso expõe a necessidade de políticas efetivas de proteção comunitária.

Na Câmara de Mariana, vereadores cobraram ações integradas de segurança após o duplo homicídio de jovens de Passagem. Requerimento pede reunião com forças policiais e debate sobre prevenção.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 01 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Vereadores cobram segurança após duplo homicídio em Mariana

A reunião da Câmara de Mariana, na segunda-feira 31 de agosto de 2026, colocou a segurança pública no centro do debate. Vereadores cobraram ações integradas após o duplo homicídio de jovens de Passagem de Mariana no Bairro Cabanas, com pedidos de prevenção e investimento em juventude.

O vereador Manoel Douglas, conhecido como Preto do Cabanas, protocolou requerimento pedindo reunião com Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal, Secretaria de Segurança Pública e Conselho da Infância e da Juventude. "É uma discussão que precisa ser levantada sem querer responsabilizar ninguém, mas sim buscar um diálogo, buscar alternativa", afirmou.

Douglas lembrou que um dos jovens mortos participava de projeto do Clube Oskindô, no distrito de Passagem. "A gente está perdendo os nossos jovens. A gente precisa fazer um trabalho de prevenção", declarou. Ele também rebateu a ideia de culpar eventos: "o que aconteceu nessa semana foi em uma rua onde não tinha ninguém".

Ítalo de Majelinha defendeu investimentos em investigação e inteligência na Polícia Civil, mas ressaltou: "Só prender também, só investir em tecnologia não resolve. Existe também o outro lado da história, que é dar condição para aquele jovem se desenvolver". Ele pediu ações conjuntas e participação das famílias na rotina escolar e nas redes sociais.

Ronaldo Bento chamou atenção para quatro homicídios em Passagem em menos de 30 dias. "Em pouco menos de 30 dias nós tivemos quatro vítimas do nosso querido distrito", afirmou. Citou o artigo 144 da Constituição Federal e cobrou respostas dos órgãos de segurança para que moradores usem espaços públicos com tranquilidade.

Marcelo Macedo leu carta da ex-vereadora Beth Cota, que defendeu recuperação de praças, iluminação e atividades culturais. "Segurança também se faz antes. Faz-se com prevenção, faz-se com oportunidade, faz-se com presença do poder público", diz o texto. Ela pediu uma Mariana sem divisão entre quem nasceu e quem chegou.

A comunidade de Passagem, que convive com o luto recente, espera que o debate na Câmara vire ação concreta. O requerimento de Manoel Douglas, com apoio de Ítalo, pode abrir o diálogo entre forças de segurança e população. Resta saber se as respostas virão antes de novos casos.

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