Temporal em SP alaga ruas e derruba árvores no litoral
A chuva chegou forte na noite de sexta-feira (11) e seguiu pela madrugada de sábado (12) na Baixada Santista e no Vale do Ribeira. O temporal derrubou árvores, abriu pontos de alagamento e danificou estruturas. Segundo a Defesa Civil de São Paulo, 25 ocorrências haviam sido registradas no estado até a manhã deste sábado, entre alagamentos, quedas de árvores, deslizamentos de terra, quedas de muros e danos em residências e estruturas.
Em Pariquera-Açu, uma rajada de vento derrubou tendas no Centro de Eventos Imigra e a exposição que acontecia no local foi suspensa. Ninguém ficou ferido.
O órgão estadual já havia alertado para o risco de tempestades na sexta (11) e no sábado (12), com chuva forte, raios, granizo e rajadas de vento de até 100 km/h no Vale do Ribeira e de até 60 km/h na Baixada Santista.
O que o temporal deixou pelo caminho
Os estragos se espalharam por dois territórios com rotinas bem diferentes. Na Baixada Santista, os ventos de até 60 km/h atingiram área urbana densa, onde alagamento em via pública trava o trânsito e queda de árvore pode interditar quarteirão inteiro. No Vale do Ribeira, com rajadas previstas de até 100 km/h, o risco se estende a estruturas de eventos, muros e telhados de residências, como o caso das tendas derrubadas em Pariquera-Açu.
A lista de ocorrências contabilizadas pela Defesa Civil até a manhã de sábado inclui:
- alagamentos
- quedas de árvores
- deslizamentos de terra
- quedas de muros
- danos em residências e estruturas
Quem mora nessas regiões conhece o roteiro: a chuva de verão não avisa, e o vento forte costuma ser o primeiro sinal de que a noite vai ser longa. O alerta antecipado da Defesa Civil, com previsão de granizo e rajadas, é o que permite tirar tenda do lugar, reforçar telhado e evitar que o prejuízo vire acidente.
O que fazer depois da tempestade
Terminada a chuva, a orientação que circula entre moradores e produtores da região é simples: evitar circular sob árvore inclinada, não atravessar ponto de alagamento e comunicar à Defesa Civil qualquer estrutura comprometida. Em Pariquera-Açu, a exposição suspensa deve ser retomada após a avaliação do centro de eventos.
O saldo até aqui é de danos materiais, sem feridos registrados. Para quem vive do campo e do comércio nessas cidades, a conta do temporal aparece depois: estrada interditada, mercadoria molhada, evento cancelado. A expectativa na região é de que o levantamento da Defesa Civil siga durante o fim de semana e aponte a extensão real dos prejuízos.