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Temer diz que instituições devem prevalecer na crise do STF

ResumoMichel Temer defendeu que as instituições devem prevalecer sobre as pessoas na crise do Supremo Tribunal Federal. Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-presidente pediu diálogo e solução rápida para os conflitos internos da Corte, reforçando que a estabilidade institucional é essencial para a democracia brasileira.

Ex-presidente Michel Temer afirmou que as instituições devem prevalecer sobre as pessoas na crise do STF. Em vídeo nas redes sociais, ele pediu diálogo e solução rápida para os conflitos internos da Corte.

Ronaldo Pimenta
Ronaldo Pimenta Repórter de Esporte Mineiro · 10 de setembro de 2026 · 3 min de leitura
Temer diz que instituições devem prevalecer na crise do STF

O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou nesta quarta-feira (9) que "o que deve prevalecer não são as pessoas, mas sim as instituições" ao comentar a crise que atinge o Supremo Tribunal Federal. Em vídeo publicado nas redes sociais, Temer não citou nominalmente ministros ou integrantes de outros Poderes, mas defendeu a preservação da integridade da Corte e pediu que o STF decida "logo" a questão que provocou conflitos internos.

Temer disse que vinha sendo procurado por veículos de comunicação para se manifestar e afirmou haver "uma certa insensatez" na forma como os conflitos vêm sendo conduzidos. "Nesse cenário de ruídos é preciso relembrar uma objetividade: o que deve prevalecer não são as pessoas, mas sim as instituições", declarou.

O ex-presidente, que indicou o ministro Alexandre de Moraes ao STF em 2017, afirmou que sua manifestação não representa defesa de pessoas específicas. "Pessoas tomam suas decisões e, no tempo certo, terão a oportunidade de apresentar suas manifestações. O que me move não é defesa de indivíduos, mas a defesa irrestrita da integridade das instituições, no particular, do Supremo Tribunal Federal."

Para Temer, a própria Corte tem "maturidade e os instrumentos constitucionais necessários" para resolver seus litígios internamente. "É fundamental que esses episódios sejam superados com diálogo e respeito para que possamos transmitir ao povo brasileiro a segurança de que o Estado democrático de direito está inteiramente preservado", afirmou.

O ex-presidente também defendeu que eventuais responsabilidades sejam apuradas, mas com harmonia entre os Poderes, paz e defesa da Constituição. "Manter, portanto, a integridade do Supremo Tribunal Federal e preservar a harmonia dos Poderes é uma questão de sobrevivência para a nossa República."

A crise no STF começou na última semana, quando André Mendonça, relator dos inquéritos sobre o Banco Master, retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com registros de conversas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. As mensagens indicam que o banqueiro pedia a Moraes que atuasse junto ao diretor-geral da PF e ao procurador-geral da República para conter o avanço das investigações sobre o banco.

Como contra-ataque, na quinta-feira (3), Moraes pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que abrisse investigação contra Mendonça por suposto abuso de poder e favorecimento de grupos políticos na condução dos casos envolvendo o Banco Master e as fraudes no INSS. Fachin pediu manifestações de todos os envolvidos, e o prazo para as explicações ainda está em curso.

Na terça-feira (8), Mendonça determinou o afastamento preventivo de Andrei e do delegado Leandro Almada. A decisão ocorreu após Moraes ter usado relatórios de inteligência da PF para apontar possíveis crimes de abuso de autoridade atribuídos a Mendonça. Segundo Mendonça, os relatórios revelam um "monitoramento sistemático e ilegal" sobre sua atuação e a de outras autoridades, como o advogado-geral da União, Jorge Messias.

A AGU recorreu da decisão na noite de terça-feira. Fachin determinou que Mendonça apresentasse explicações em até 72 horas. Já nesta quarta-feira, Dino determinou a reintegração de Andrei e de Almada aos cargos, mas Fachin anulou as decisões de Mendonça e de Dino e retirou Moraes da relatoria do inquérito das Fake News.

O desfecho da crise interessa diretamente ao eleitor. Em outubro, os brasileiros escolhem pelo voto seus futuros governantes e legisladores, e a estabilidade das instituições é condição para que esse processo ocorra com normalidade. eleições 2026

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