Geoglifos no Acre: 396 estruturas achadas na Amazônia
Uma série de sobrevoos a partir de Rio Branco revelou 396 geoglifos escondidos nas florestas do sul da Amazônia. O estudo, publicado na Nature, usou mapeamento 3D a laser e abrangeu 4,8 mil km².
Com sobrevoos no Acre, cientistas encontram quase 400 novos geoglifos na Amazônia
Uma série de sobrevoos com partida de Rio Branco revelou 396 geoglifos escondidos nas florestas do sul da Amazônia. O levantamento, publicado na revista Nature na quarta-feira (29), usou tecnologia de mapeamento 3D a laser para registrar o relevo abaixo da vegetação. A área coberta foi de cerca de 4,8 mil quilômetros quadrados, incluindo o Acre, o sul do Amazonas e regiões da Bolívia e do Peru.
O que são os geoglifos encontrados no Acre e na Amazônia
Os geoglifos são estruturas geométricas desenhadas no solo, muitas vezes visíveis apenas de cima. Neste caso, as 396 novas estruturas não apareciam em imagens de satélite comuns. Foi preciso o mapeamento 3D a laser, que consegue enxergar através da cobertura vegetal, para identificá-las. arqueologia amazônica
A pesquisa reuniu cientistas brasileiros e finlandeses. O botânico Evandro Ferreira, da Universidade Federal do Acre (Ufac), coordenou a equipe brasileira do estudo. Ao g1, ele explicou que apenas 9% das estruturas identificadas já eram conhecidas em áreas abertas.
Como o mapeamento 3D a laser revelou as estruturas
A tecnologia usada é conhecida como LiDAR, que dispara pulsos de laser e mede o tempo de retorno para criar um modelo tridimensional do terreno. Isso permite "enxergar" o que está sob a floresta, sem precisar derrubar árvores. tecnologia de mapeamento
Os sobrevoos partiram de Rio Branco e cobriram uma extensa área. O resultado foi a identificação de quase 400 novos geoglifos, um número expressivo que amplia o conhecimento sobre ocupação humana antiga na região.
O que diz o coordenador brasileiro do estudo
Evandro Ferreira, da Ufac, destacou que apenas 9% das estruturas já eram conhecidas. Ou seja, a grande maioria dos geoglifos estava oculta pela vegetação e só agora foi revelada. O dado reforça a importância do uso de novas tecnologias para a arqueologia na Amazônia.
Onde ficam os geoglifos e qual a área mapeada
A área do levantamento abrange cerca de 4,8 mil quilômetros quadrados. Ela inclui o Acre, o sul do Amazonas e regiões da Bolívia e do Peru. A dimensão do estudo ajuda a entender a distribuição dessas estruturas em uma região mais ampla da floresta.
Por que a descoberta é relevante para a ciência
A publicação na Nature, uma das revistas científicas mais importantes do mundo, dá visibilidade à pesquisa. O achado de 396 geoglifos em uma área relativamente pequena sugere que a Amazônia pode conter muito mais estruturas ainda não mapeadas. história da amazônia
Para a arqueologia, cada geoglifo é uma pista sobre como populações antigas ocuparam e transformaram a floresta. A descoberta também levanta questões sobre a relação entre essas estruturas e o ambiente atual.
Contexto e próximos passos da pesquisa
Os pesquisadores brasileiros e finlandeses agora têm um mapa mais completo da região. O próximo passo natural é investigar o que esses geoglifos representavam e como se relacionam com outros sítios arqueológicos. A tecnologia de mapeamento 3D a laser pode ser aplicada em outras áreas da Amazônia para buscar novas estruturas.
Perguntas Frequentes
Quantos geoglifos foram encontrados no Acre?
Foram encontrados 396 geoglifos em uma área que inclui o Acre, o sul do Amazonas e regiões da Bolívia e do Peru.
Qual tecnologia foi usada para encontrar os geoglifos?
Foi usado o mapeamento 3D a laser, que registra o relevo abaixo da vegetação e revela estruturas que não aparecem em imagens de satélite.
Onde o estudo foi publicado?
O estudo foi publicado na revista científica Nature na quarta-feira (29).
Quem coordenou a equipe brasileira?
O botânico Evandro Ferreira, da Universidade Federal do Acre (Ufac), coordenou a equipe brasileira do estudo.
Quantos por cento dos geoglifos já eram conhecidos?
Apenas 9% das estruturas identificadas já eram conhecidas em áreas abertas.