Quem é Aroldo Medina, vice de Renan Santos
Aos 62 anos, o coronel Aroldo Medina (Missão) disputa sua sexta eleição, agora como vice de Renan Santos. Militar de carreira e bolsonarista declarado, ele construiu trajetória entre a Brigada Militar e a política gaúcha.
O coronel Aroldo Medina (Missão), de 62 anos, disputa neste ano sua sexta eleição. Desta vez, o militar gaúcho concorre à Vice-Presidência da República na chapa encabeçada por Renan Santos, fundador do MBL e do partido Missão. O anúncio foi feito no início de julho, e Medina foi o primeiro pré-candidato ao Senado pelo estado a ser confirmado como vice.
Nascido em 31 de março de 1964 em Sant'Ana do Livramento, cidade na fronteira com o Uruguai, Medina mudou-se com a família para Canoas, na Grande Porto Alegre, em 1970. Em blog mantido desde 2009, afirma que mora até hoje na primeira casa comprada pelo pai no município.
A carreira militar começou em 1983, quando se alistou como soldado da polícia da aeronáutica. Anos depois, concluiu bacharelado em Ciências Militares e atuou na Brigada Militar até 2015. Entre as funções, foi bombeiro, professor de história, membro da corregedoria e diretor do museu da instituição. De 2003 a 2006, chefiou a defesa civil gaúcha e foi seu porta-voz.
Em 1991, iniciou graduação em jornalismo, motivado pela experiência de editar jornais militares, incluindo a fundação do jornal "O Espadim". Segundo Medina, o convite para ser editor veio por ser "afeto às letras".
Na política, a primeira candidatura foi em 2004, à prefeitura de Canoas, sem sucesso. Depois, tentou governo e Assembleia Legislativa do RS, e, mais recentemente, a Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Em seis pleitos, nunca repetiu legenda: passou por PFL, PRP, PSD, PV e PL.
Em abril, Medina publicou em seu blog a visita do deputado federal Kim Kataguiri (Missão) ao RS, que incentivava filiações ao partido recém-criado. Na ocasião, anunciou que ele e a filha ingressaram na legenda, elogiando Renan Santos por atuação "independente dos velhos caciques". Em vídeo, define-se como bolsonarista, com ressalvas à família Bolsonaro atual, citando "dezenas de escândalos" e aliados do Comando Vermelho.
Renan Santos justificou a escolha pelo perfil complementar: "mais velho e militar". Segundo o fundador do MBL, "simplesmente bateu o santo".