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Presidente da Colômbia exibe corpos em vídeos de operações

ResumoAbelardo De La Espriella, presidente da Colômbia, divulgou vídeos de operações militares exibindo corpos enfileirados de membros de grupos armados. A publicação gerou condenação da oposição e de organizações de direitos humanos, que questionam a ética e a legalidade da exposição de cadáveres em contexto comemorativo. A ação ocorre em meio a críticas sobre transparência e respeito aos direitos fundamentais no conflito colombiano.

O presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, publicou vídeos comemorando operações contra grupos armados enquanto aparece diante de corpos enfileirados. As imagens geraram críticas de oposição e organizações de direitos humanos.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 04 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Presidente da Colômbia exibe corpos em vídeos de operações

O presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, publicou em suas redes sociais vídeos em que comemora operações contra grupos armados do país enquanto aparece diante de corpos enfileirados e cobertos. As gravações foram divulgadas nesta semana, gerando repercussão e críticas.

Em um vídeo publicado nesta quinta-feira (3), o governante de direita caminha ao lado de 23 corpos que, segundo o governo, seriam de integrantes de grupos guerrilheiros mortos em uma operação das forças de segurança. Na publicação, De La Espriella afirma: "Acabaram os salvo-condutos e os jogos de congelamento do regime anterior. Aos bandidos restam a rendição total ou a morte em combate".

Já nesta sexta-feira (4), o presidente divulgou outra gravação, desta vez durante uma entrevista coletiva sobre o resultado da Operação Sentinela da Pátria. Na imagem, ele comemora a morte de Naím, conhecido como "Bendito Menor", a quem descreve como "um dos criminosos mais perigosos do país". Mais uma vez, corpos aparecem enfileirados e cobertos diante do presidente enquanto ele exalta a atuação das forças de segurança.

Segundo o New York Times, o vídeo foi "uma expressão especialmente crua de uma tática política cada vez mais visível em todo o continente americano: líderes que fazem campanha com base na aplicação da lei e na manutenção da ordem, utilizando imagens de supostos criminosos como uma demonstração do poder do Estado".

Apoiado pelo presidente americano, Donald Trump, o novo chefe de Estado colombiano, que chegou ao poder em 7 de agosto, impõe a linha-dura no enfrentamento das máfias do narcotráfico, com bombardeios letais contra guerrilheiros. O governo enfrenta duras críticas de parte da oposição e de organizações de defesa dos direitos humanos.

Para famílias que acompanham a situação, a divulgação dessas imagens levanta preocupações sobre o tratamento dado a suspeitos e a transparência das operações. Especialistas em direitos humanos costumam apontar que a exibição de corpos pode ferir a dignidade das vítimas e de seus familiares, além de alimentar ciclos de violência. A orientação de organizações internacionais é que governos priorizem processos legais e investigações independentes.

Quem quiser acompanhar os desdobramentos pode buscar informações nos canais oficiais do governo colombiano ou em veículos de imprensa internacionais. A checagem de informações, especialmente em temas sensíveis como este, é fundamental para evitar desinformação.

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