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Por que biomédica e esteticista vão a júri pela morte de fotógrafa

A biomédica Vanuza Aguilar Takata e a esteticista Isabela Dourado Fernandes vão a júri popular pela morte da fotógrafa Roberta Correa, após procedimento estético em Cosmópolis (SP), em outubro de 2023. A juíza Mayara Maria Oliveira Resende elencou três pontos para a decisão. Um dentista que também era réu não deve ir a julgamento.

A Justiça apontou dúvidas sobre a aplicação do anestésico na vítima e como o procedimento foi conduzido. Roberta passou mal depois de receber anestesia para a realização do endolaser e não resistiu. As duas serão julgadas por homicídio com dolo eventual, qualificado por meio cruel. Isabela também responde por falsidade ideológica, pela possibilidade de ter se passado por biomédica. Ainda não há data para o julgamento.

Na região de Piracicaba, o caso mobiliza quem acompanha o setor estético. "A gente confia no profissional, não imagina que um procedimento simples pode terminar assim", comenta Maria Aparecida, moradora de Cosmópolis. O desfecho agora depende do Tribunal do Júri, que vai analisar as provas e decidir sobre a responsabilidade das acusadas.

A decisão reforça a importância de verificar a formação de quem aplica procedimentos invasivos. Enquanto o julgamento não acontece, a comunidade local espera que a Justiça esclareça o que ocorreu naquele dia e garanta que casos como esse não se repitam.

Inácio Bicalho
Repórter de Interior e Agro
Do Norte de Minas, cobre o sertão mineiro, a seca, o pequeno produtor e as pautas que a capital ignora.
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