Jornalista atingido por míssil de Israel em transmissão ao vivo
Um jornalista da TV Al-Manar foi atingido por bombardeio atribuído a Israel no sul do Líbano durante transmissão ao vivo. Ele e o cinegrafista sobreviveram, mas ficaram feridos. Entenda o que se sabe.
Um jornalista foi atingido por um bombardeio de Israel no sul do Líbano quando se preparava para entrar no ar em uma TV local. O cinegrafista que acompanhava o correspondente gravou o momento. Apesar do impacto, os dois sobreviveram, segundo a rede de TV Al-Manar.
O correspondente da emissora Al-Manar, Ali Chbib, preparava-se para entrar no ar no domingo (6) quando um ataque atribuído a Israel atingiu as proximidades, conforme imagens divulgadas pelo canal afiliado ao Hezbollah. Chbib abaixou-se no momento da explosão; chamas e destroços preencheram a tela antes que a transmissão fosse interrompida.
Chbib e o cinegrafista Mohammad Berjawi ficaram feridos no ataque, informou a Al-Manar. O Ministério da Saúde do Líbano também relatou que dois jornalistas ficaram feridos nos ataques israelenses de domingo contra a cidade de Nabatieh al-Fawqa, no sul do Líbano.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) declararam: "As FDI estão cientes de relatos de que um jornalista nas proximidades da infraestrutura terrorista foi ferido durante o ataque. As FDI não têm como alvo indivíduos não envolvidos ou jornalistas em nenhuma circunstância". Em comunicado no Telegram, os militares israelenses informaram ter realizado ataques na região de Nabatieh e matado combatentes do Hezbollah, após o lançamento de drones explosivos pelo grupo no domingo.
O Ministério da Saúde do Líbano informou que 11 pessoas, incluindo duas mulheres, morreram em ataques israelenses no sul do Líbano no domingo. Nove delas morreram em Nabatieh al-Fawqa. Os militares israelenses afirmaram que seus alvos incluíam depósitos de armas do Hezbollah e um centro de comando em um prédio que já foi hospital.
Cresce no Líbano o temor de uma nova campanha militar israelense, após dias de escalada, a despeito do cessar-fogo firmado em junho. O acordo reduziu a violência, mas tropas israelenses que ocupam áreas do sul continuaram a destruir vilarejos na autoproclamada zona de segurança, sem avisos de evacuação.
O caso reacende o debate sobre a proteção de jornalistas em zonas de conflito. A Al-Manar afirma que os dois profissionais sobreviveram, mas seguem feridos. A comunidade internacional acompanha se a escalada vai romper de vez o cessar-fogo. conflito no Oriente Médio