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Policial alterou cena do crime com pedras após matar jovem, diz MP

ResumoO Ministério Público de São Paulo afirma que o policial militar responsável pela morte de um jovem em Piracicaba alterou a cena do crime ao posicionar pedras sobre o corpo após o disparo. Vídeos registram o desespero de amigos e da esposa da vítima. A conduta do agente é investigada como tentativa de modificar as evidências do ocorrido.

Vídeos mostram desespero de amigos e esposa de homem morto pela PM em Piracicaba. O MP afirma que o policial alterou a cena do crime com pedras após o disparo.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 31 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Policial alterou cena do crime com pedras após matar jovem, diz MP

Policial alterou cena do crime com pedras após matar jovem com tiro na cabeça no interior de SP, diz MP

O policial militar acusado de matar Gabriel Júnior Oliveira Alves da Silva, de 22 anos, baleado na cabeça durante uma abordagem em abril de 2025 em Piracicaba (SP), alterou a cena do crime após o disparo. A informação consta no relatório do Ministério Público (MP), que também traz suspeitas de extorsões, simulação de flagrantes e fragilidades de provas durante ações de policiais. O caso ocorreu no bairro Vila Sônia, e parte da ação foi filmada e presenciada por vizinhos.

O que diz o relatório do MP sobre a alteração da cena

Segundo o documento, a conduta do policial foi deliberada. "Com a intenção de alterar a cena do crime, o policial militar passou a vasculhar o local e recolheu duas pedras, mantendo-as no interior de sua viatura", afirma o MP. A ação foi registrada em vídeo, que mostra o desespero de amigos e da esposa da vítima.

Seis policiais viraram réus no processo

Ao todo, seis policiais militares viraram réus no processo criminal. O MP aponta que, com a chegada de outras autoridades, o policial que fez o disparo apresentou as pedras e alegou que elas haviam sido usadas contra ele durante a abordagem. A versão, porém, contrasta com as imagens e com os relatos de testemunhas.

Contexto: suspeitas de extorsões e simulação de flagrantes

O relatório do MP não se limita ao caso de Gabriel Júnior. Ele traz suspeitas de extorsões, simulação de flagrantes e fragilidades de provas durante ações de policiais. Isso indica que a alteração da cena pode não ser um caso isolado, mas parte de um padrão que agora é investigado.

O papel das imagens e testemunhas

As imagens filmadas por vizinhos e o testemunho presencial foram essenciais para contrapor a versão oficial. Em casos de abordagem com morte, a preservação da cena é um dos pilares da investigação. Quando há indícios de alteração, a credibilidade de todo o procedimento fica comprometida.

O que diz a defesa?

Até o momento, não há manifestação pública da defesa dos policiais réus. O processo segue em andamento, e os próximos passos dependem da análise das provas pelo juízo competente.

Perguntas Frequentes

O que aconteceu com Gabriel Júnior?

Gabriel Júnior Oliveira Alves da Silva, de 22 anos, foi baleado na cabeça durante uma abordagem em abril de 2025, no bairro Vila Sônia, em Piracicaba (SP). Ele morreu no local.

Quantos policiais viraram réus?

Seis policiais militares viraram réus no processo criminal relacionado ao caso.

O que o MP afirma sobre as pedras?

O MP afirma que o policial que fez o disparo recolheu duas pedras e as manteve na viatura, com a intenção de alterar a cena do crime. Com a chegada de outras autoridades, ele apresentou as pedras e alegou que elas haviam sido usadas contra ele.

Onde o caso está sendo julgado?

O processo tramita na Justiça de Piracicaba (SP). Ainda não há data para julgamento.

O que mais o relatório do MP aponta?

O relatório traz suspeitas de extorsões, simulação de flagrantes e fragilidades de provas durante ações de policiais, além da alteração da cena do crime.

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