Pilotos de avião da Amazon tentaram arremeter, diz NTSB
O NTSB informou que pilotos de um cargueiro da Amazon Prime Air tentaram arremeter após tocar a pista em Miami, mas não conseguiram. Acidente matou cinco pessoas no domingo (6).
O NTSB (Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos) informou na terça-feira (8) que os pilotos de um avião cargueiro da Amazon Prime Air tentaram abortar o pouso após tocar a pista, mas não conseguiram. A informação veio dos dados do gravador de voo, recuperados após o acidente fatal no Aeroporto Internacional de Miami.
O Boeing 767, operado pela 21 Air, com sede em Miami, ultrapassou a pista em cerca de 396 metros e colidiu com dois veículos no domingo (6). O acidente matou cinco pessoas e deixou outras cinco feridas.
Segundo o NTSB, 30 segundos antes do fim da gravação, o trem de pouso dianteiro e o principal direito tocaram a pista a 291 km/h. Dezenove segundos antes do fim, o trem principal esquerdo tocou o solo a 248 km/h. Poucos segundos depois, os freios foram liberados e as manetes de potência foram aumentadas para níveis de arremetida, indicando uma tentativa tardia de interromper o pouso e decolar novamente.
Mas, 11 segundos antes do fim da gravação, as manetes foram reduzidas para marcha lenta e os freios foram acionados de novo. A velocidade final em solo era de 120 km/h. O NTSB afirma que não há indicação de que os spoilers ou reversores de empuxo tenham sido usados para desacelerar.
A presidente do NTSB, Jennifer Homendy, lidera uma equipe de 32 investigadores em Miami. Ela disse que os pilotos serão entrevistados nesta quarta-feira e que detalhes do gravador de voz da cabine serão divulgados depois. Uma das duas pistas fechadas foi liberada para decolagens no sentido leste.
O avião estava no terceiro voo do dia, vindo de San Juan, em Porto Rico. Antes, havia voado de Cincinnati para Miami e de Miami para San Juan no domingo. O comandante, de 55 anos, tinha 7.145 horas de voo e habilitação para o 767 desde maio. O primeiro oficial, de 37 anos, tinha 2.655 horas e habilitação desde abril de 2025.
O que se espera agora é que a análise do gravador de voz e as entrevistas com os pilotos esclareçam por que a arremetida não foi concluída. Para quem acompanha a segurança aérea, o caso reforça a importância dos procedimentos de arremetida, que precisam ser decididos cedo e executados com precisão, especialmente em pistas com obstáculos próximos.
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