Vorcaro à PF: surpresa com liquidação do Master
Em depoimento à PF, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que foi surpreendido com a liquidação do Banco Master e que só percebeu o desfecho quando foi preso, em 17 de novembro de 2025. O caso apura pagamento de propina a diretores do BC.
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em depoimento à Polícia Federal, que foi surpreendido com a liquidação do Banco Master. Segundo ele, só percebeu que o banco seria liquidado no momento em que foi preso pela primeira vez, em 17 de novembro de 2025.
A declaração foi dada na última sexta-feira (28), de dentro da Papudinha, no âmbito da investigação que apura pagamento de propina de Vorcaro aos então diretores de fiscalização e supervisão bancária do Banco Central.
Questionado pelo delegado sobre quando percebeu que a liquidação era "o caminho mais provável", Vorcaro respondeu que a realização veio "quando eu estava atrás das grades". Ele diz que o banco estava pronto para ser vendido a investidores privados e acusa o Banco Central de dar andamento ao processo de liquidação justamente após comunicar a venda.
"Aquele processo acaba tendo um desfecho rápido e inusitado ali naquela tarde, em conjunto com a decretação da minha prisão ali, ali naquele momento que eu descobri, no momento que fui preso, que a minha solução não seria nem apreciada e que o banco seria liquidado", afirmou Vorcaro durante a oitiva.
A fala reforça a versão do ex-banqueiro de que a liquidação foi uma surpresa, mesmo diante do processo de venda em curso. O caso segue sob investigação da PF, que apura a relação entre Vorcaro e os ex-diretores do BC. investigação Banco Central