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Pedreiro desmaiou ao salvar amigo em caixa-d'água: 'Apaguei'

ResumoO pedreiro que tentou salvar Bruno Reis dos Santos, morto em caixa-d'água de obra em Santos, relatou ter desmaiado ao entrar no local. A Polícia Civil aguarda laudos periciais para identificar o produto químico responsável pela intoxicação. O acidente ocorreu durante trabalho de manutenção, e o sobrevivente foi socorrido sem ferimentos graves.

Pedreiro que tentou salvar Bruno Reis dos Santos, morto em caixa-d'água de obra em Santos, relatou que 'apagou' ao entrar. Polícia aguarda laudos para identificar produto químico.

Ronaldo Pimenta
Ronaldo Pimenta Repórter de Esporte Mineiro · 03 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Pedreiro desmaiou ao salvar amigo em caixa-d'água: 'Apaguei'

Um pedreiro de 22 anos, que preferiu não se identificar, relatou que desmaiou ao tentar salvar o amigo Bruno Reis dos Santos, morto no primeiro dia de trabalho após entrar em uma caixa-d'água subterrânea em uma obra em Santos, no litoral de São Paulo. A Polícia Civil aguarda os resultados de laudos para identificar um produto químico que a vítima pode ter inalado no local.

Segundo o trabalhador, ele e Bruno receberam ordens de limpar a caixa-d'água. O colega permaneceu de pé menos de um minuto após entrar na estrutura. "Pensei que ele estava brincando. Chamei ele, entrei lá e vi que ele tava mole, e não tava acordando", relatou à TV Tribuna, afiliada da Globo.

O pedreiro contou que pediu socorro e que outro trabalhador tentou entrar para ajudar, mas não conseguiu. O jovem entrou sozinho para salvar o amigo, mas desmaiou pouco depois. "Virei [o Bruno], vi que a boca dele estava sangrando, mas depois disso apaguei. Não senti nada, só apaguei", relembrou.

A entrada da caixa estava lacrada com uma tábua de madeira, que precisou ser quebrada. Após a abertura, Bruno desceu e desmaiou. O colega afirmou que só retomou a consciência após ser resgatado e receber atendimento médico.

À polícia, porém, o mestre de obras apresentou uma versão diferente. Ele alegou que os dois trabalhadores foram até uma das caixas, que estava lacrada, sem autorização. O técnico de segurança do trabalho informou que as caixas haviam sido lacradas para evitar riscos de queda e porque, por permanecerem fechadas, poderiam gerar gases, não especificados. A abertura deveria ser comunicada antes de qualquer serviço.

Em nota, a De.sign Construções e Incorporações SPE Ltda., responsável pela obra, lamentou a morte do trabalhador, informou que presta suporte às famílias e que está colaborando com as autoridades durante a investigação. A empresa afirmou ainda que os outros dois trabalhadores que passaram mal receberam atendimento médico.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que aguarda os laudos para esclarecer as circunstâncias da morte.

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