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Número de mortos no Nepal chega a 1.050 após enchentes

ResumoO Nepal registra 1.050 mortos, 3.916 desaparecidos e 11.993 resgatados após enchentes devastadoras. A tragédia natural configura uma das piores crises humanitárias recentes no país. Autoridades locais coordenam operações de busca e assistência às vítimas. A extensão dos danos materiais e o impacto sobre infraestrutura seguem sob avaliação.

O Nepal enfrenta uma das piores tragédias naturais de sua história recente: 1.050 mortos, 3.916 desaparecidos e 11.993 resgatados após enchentes devastadoras. Veja o que se sabe.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 01 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Número de mortos no Nepal chega a 1.050 após enchentes

O Nepal enfrenta uma das maiores tragédias naturais de sua história recente. O número de mortos após as enchentes da semana passada subiu para pelo menos 1.050, segundo a Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres (NDRRMA). Na China, foram encontrados ao menos outros 16 corpos.

Ainda há 3.916 pessoas desaparecidas no Nepal, informou a NDRRMA. Entre elas, 583 cidadãos estrangeiros, 639 trabalhadores de projetos hidrelétricos, além de integrantes do Exército e da polícia nepaleses. Desde a última quarta-feira (26), um total de 11.993 pessoas foi resgatado.

O Departamento de Turismo do Nepal divulgou uma lista com os nomes de 583 estrangeiros desaparecidos. Cidadãos de 38 países, incluindo os Estados Unidos, estão entre os desaparecidos. Pelo menos 461 estrangeiros de 23 países estão desaparecidos no lado chinês da fronteira.

Equipes de resgate nepalesas construíram pontes temporárias para chegar a áreas remotas e escavaram os escombros de projetos hidrelétricos no Himalaia para resgatar cerca de 300 trabalhadores presos. Cerca de 600 pessoas continuam presas em várias usinas hidrelétricas devastadas, que se tornaram o foco das operações.

O primeiro-ministro Balendra Shah afirmou que mais de 11 mil pessoas foram resgatadas em toda a região afetada e que redes de energia e comunicação foram restabelecidas em algumas áreas. "Milhares de cidadãos perderam suas casas, famílias, entes queridos e bens", afirmou. "O governo entende a imensa dor pela qual estão passando. O caminho a seguir é apoiá-los durante esse sofrimento e ajudá-los a retornar à vida normal por meio da reconstrução."

O colapso de uma geleira provocou uma enxurrada de gelo, rochas e lama que atravessou a região fronteiriça do país com a China. O policial Bipin Regmi disse que uma equipe de busca recuperou 24 corpos de uma casa na vila de Betrabati, no distrito de Nuwakot. "Estamos chegando a novas áreas e recuperando corpos", disse Regmi à Reuters.

Mais de US$ 42 milhões em ajuda foram destinados ao país após o desastre, afirmou Shah. Os países vizinhos Índia e China ajudavam nas operações de resgate, inclusive na construção de pontes Bailey. Shah afirmou que 279 trabalhadores haviam sido resgatados até o momento de projetos hidrelétricos, onde as autoridades estimavam que quase mil pessoas estavam presas.

O evento catastrófico sinalizou os riscos crescentes enfrentados pela região do Himalaia. "A região deve, portanto, permanecer vigilante. Chegou o momento de levarmos com firmeza à comunidade internacional os desastres que estamos enfrentando como consequência das mudanças climáticas", afirmou Shah. As enchentes foram "causadas pela instabilidade das geleiras sob os efeitos de longo prazo do aquecimento global", afirmou a emissora estatal chinesa na segunda-feira.

Para quem acompanha os desastres naturais na Ásia, a tragédia no Nepal reforça a vulnerabilidade de regiões de alta montanha às mudanças climáticas. A reconstrução será longa, e o apoio internacional será decisivo para que as comunidades afetadas possam recomeçar.

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