Ministro britânico responde a Milei e reafirma compromisso com Malvinas
O ministro da Defesa do Reino Unido, Wes Streeting, respondeu ao presidente argentino Javier Milei e reafirmou que o compromisso britânico com as Ilhas Malvinas é absoluto e inabalável, após o anúncio de sanções argentinas a empresas petrolíferas.
O ministro da Defesa do Reino Unido, Wes Streeting, afirmou nesta sexta-feira (4) que o compromisso britânico com as Ilhas Malvinas é absoluto e inabalável. A declaração é uma resposta direta ao presidente argentino, Javier Milei, que anunciou sanções contra empresas petrolíferas que atuam no arquipélago.
"Milei fala mais sobre a política interna da Argentina do que sobre as Ilhas Malvinas. As Malvinas são britânicas porque seus habitantes escolheram ser britânicos. Nosso compromisso com as Malvinas é absoluto e inabalável", escreveu Streeting no X.
O ministro das Relações Exteriores britânico, Ed Miliband, também se manifestou na rede social. Ele afirmou que a posição do Reino Unido sobre as Malvinas é inabalável e que as ilhas continuarão britânicas por vontade da maioria dos habitantes. Miliband acrescentou que o direito à autodeterminação é respaldado pelo direito internacional e será defendido pelo Reino Unido.
As declarações ocorreram depois de Milei afirmar, em discurso televisionado na quinta-feira (3), que adotaria sanções contra empresas petrolíferas que atuam nas Malvinas sem autorização argentina. A Argentina reivindica a soberania sobre o arquipélago, controlado pelo Reino Unido desde 1833.
A tensão aumentou dias depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que estava reavaliando a posição de neutralidade de Washington sobre as Malvinas. Em entrevista à GB News na quinta-feira, Trump disse não saber se o Reino Unido estaria preparado para voltar a lutar pelas ilhas.
"Eu simplesmente não sei se vocês têm capacidade para fazer isso", afirmou Trump. "As Malvinas são muito interessantes porque seu país não é o mesmo que era há 20 ou 25 anos."
Trump também criticou o Reino Unido por não ter apoiado os Estados Unidos durante a guerra contra o Irã. Ele disse que pediu ao então primeiro-ministro britânico que enviasse navios, mas ouviu que o país não tinha embarcações disponíveis.
A então primeira-ministra britânica Margaret Thatcher enviou uma força naval ao Atlântico Sul após a invasão argentina das ilhas, em abril de 1982. O Reino Unido retomou o controle do arquipélago após 74 dias de guerra.
Uma possível mudança na posição dos Estados Unidos sobre as Malvinas foi incluída entre as opções avaliadas pelo Pentágono no início deste ano para pressionar aliados da Otan que, segundo Washington, não haviam apoiado as operações militares americanas na guerra contra o Irã.