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Máfia das cantinas: 22 denunciados por fraude em presídios do RJ

ResumoO Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou 22 pessoas por integrar organização criminosa que fraudou licitações de cantinas em presídios fluminenses entre 2015 e 2024. O prejuízo aos cofres públicos, apurado pelo Gaeco, supera R$ 25 milhões. A ação visa responsabilizar os envolvidos no esquema de controle irregular dos contratos.

O MPRJ denunciou 22 pessoas por suspeita de integrar organização criminosa que controlou licitações de cantinas em presídios do RJ entre 2015 e 2024. Prejuízo aos cofres públicos supera R$ 25 milhões, diz o Gaeco.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 01 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Máfia das cantinas: 22 denunciados por fraude em presídios do RJ

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou 22 pessoas por suspeita de integrar uma organização criminosa que teria controlado, entre 2015 e 2024, as licitações para exploração comercial de cantinas em presídios do estado. Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), o esquema teria causado prejuízo superior a R$ 25 milhões aos cofres públicos.

Entre os apontados como integrantes do núcleo de comando estão Anderson Sabino de Oliveira, Ronaldo Barbosa Souza, que é policial penal, Arildo Santana Filho, Sérgio Rômulo Ferreira do Nascimento, Leandro Rodrigues Mendonça e Alexandre Costa da Silva. A denúncia também cita o então subsecretário de Gestão, Finanças e Planejamento, Rafael Rodrigues de Andrade, que teria favorecido o grupo ao desclassificar empresas que não participavam do cartel.

Nesta terça-feira (1º), a CSI (Coordenadoria de Segurança e Inteligência) cumpre mandados de busca e apreensão contra os denunciados. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa e são cumpridas em endereços na capital, em Mesquita e em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Os 22 denunciados respondem por organização criminosa e fraude em licitação. De acordo com a investigação, empresas que apareciam como concorrentes nos processos licitatórios estariam submetidas a um mesmo grupo de controle. Em uma licitação realizada em 2019, os investigados teriam vencido 38 dos 40 lotes de cantinas disponibilizados.

O Ministério Público pediu ainda que os denunciados sejam condenados ao pagamento de R$ 25 milhões para reparar os danos causados aos cofres públicos. A ação desta terça-feira é a segunda fase da Operação Snack Time, deflagrada pelo GAECO/MPRJ em novembro de 2024. Na ocasião, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão.

A Seppen (Secretaria de Estado de Polícia Penal) informou que a investigação começou na Ssispen (Subsecretaria de Inteligência do Sistema Penitenciário), em conjunto com a Corregedoria da instituição. O relatório foi encaminhado ao Ministério Público, que posteriormente apresentou a denúncia à Justiça. A Seppen participa da ação desta terça e informou que as atividades das cantinas nas unidades prisionais foram encerradas em 2024. A secretaria afirmou ainda que não compactua com desvios de conduta ou crimes praticados por servidores.

A CNN Brasil tenta localizar a defesa dos investigados e mantém espaço aberto para manifestação.

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