Lindsay Clancy: Júri comete erro em julgamento nos EUA
O júri do caso de Lindsay Clancy, enfermeira de Massachusetts acusada de matar os três filhos em 2023, cometeu erro durante o julgamento, o que levou à anulação do processo. Na quinta-feira (3), os jurados enviaram nota ao juiz William Sullivan informando que um deles não compreendia as instruções sobre a dúvida razoável. O conteúdo foi divulgado pela promotora Jennifer Sprague.
A votação final terminou em 11 votos pela absolvição e um contra, sem unanimidade. A defesa usou o bilhete para tentar evitar a anulação, argumentando que o jurado opositor não seguia as instruções e demonstrava preconceito contra quem sofre de doenças mentais. O juiz, porém, afirmou que não seria possível continuar questionando o jurado e prosseguiu com a anulação.
Segundo a Enciclopédia Britannica, para um acusado ser declarado culpado, a corte precisa ter certeza além de qualquer dúvida razoável. Isto significa que um jurado só votaria pela culpa se não lhe restasse dúvida alguma.
Nesta sexta-feira (4), o presidente Donald Trump comentou o caso, chamando-o de "tragédia horrível" e dizendo que Clancy terá de pagar "um preço". O juiz marcou audiência para 29 de setembro, quando a defesa poderá pedir que ela seja declarada inocente. O promotor Timothy Cruz afirmou que a acusação decidirá sobre novo julgamento em breve.
Clancy, de 36 anos, não nega ter estrangulado os filhos Cora, de 5 anos, Dawson, de 3, e Callan, de 8 meses, em janeiro de 2023, no porão de casa em Duxbury. A defesa alega que ela sofria de psicose pós-parto. Ela se feriu com uma faca e saltou de uma janela, ficando paralisada. O caso reacendeu debates sobre saúde mental pós-parto nos EUA saúde mental materna.