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Kassab nega ao STF ter indicado emendas como presidente do PSD

ResumoGilberto Kassab, presidente nacional do PSD, negou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter indicado emendas parlamentares. Kassab afirmou que a função partidária não interfere na destinação de recursos, cabendo exclusivamente aos parlamentares a decisão sobre as emendas. A declaração foi prestada em depoimento ao STF.

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, negou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter participado diretamente da indicação de emendas parlamentares. Em depoimento, ele afirmou que a função partidária não interfere na destinação dos recursos, cabendo aos parlamentares a decis

Ronaldo Pimenta
Ronaldo Pimenta Repórter de Esporte Mineiro · 17 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Kassab nega ao STF ter indicado emendas como presidente do PSD

Kassab nega ao STF ter indicado emendas como presidente do PSD

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, negou ao Supremo Tribunal Federal (STF) ter participado diretamente da indicação de emendas parlamentares. Em depoimento, ele afirmou que a função partidária não interfere na destinação dos recursos, cabendo aos parlamentares a decisão final. O caso é acompanhado de perto pelo STF e pode impactar o entendimento sobre o papel dos partidos na liberação de verbas.

O depoimento de Kassab ao STF

Kassab prestou depoimento ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, no âmbito das investigações sobre as chamadas emendas de relator (RP9). Ele negou que, como presidente do PSD, tenha indicado diretamente quais parlamentares ou projetos receberiam os recursos. Segundo ele, a função da direção partidária se limita a apoiar as demandas dos deputados e senadores, sem definir prioridades.

A defesa de Kassab argumenta que a Constituição Federal atribui ao Congresso Nacional a competência exclusiva para definir a destinação de emendas. O partido, nesse contexto, atua como intermediário, mas não como autoridade decisória. O depoimento foi registrado em vídeo e anexado aos autos do processo.

O que diz a investigação

A investigação do STF busca esclarecer se houve desvio de finalidade na distribuição de emendas de relator, que somaram bilhões de reais entre 2020 e 2022. O foco está em identificar se lideranças partidárias, como Kassab, influenciaram a alocação dos recursos para beneficiar aliados políticos ou interesses privados.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) já havia solicitado a oitiva de Kassab, considerando que ele presidia o PSD durante o período investigado. Em resposta, a defesa apresentou documentos que, segundo os advogados, comprovam que a indicação das emendas seguiu critérios técnicos e parlamentares, sem ingerência da presidência do partido.

O papel dos partidos na distribuição de emendas

A discussão sobre o papel dos partidos na distribuição de emendas ganhou destaque após a revelação do chamado "orçamento secreto". Na prática, as emendas de relator permitem que o relator-geral do Orçamento destine recursos sem a necessidade de identificação pública dos autores, o que gerou críticas sobre falta de transparência.

O STF, em decisão de 2022, determinou que as emendas de relator devem seguir regras de transparência, com divulgação dos nomes dos parlamentares que as indicaram. A decisão também limitou o valor total das emendas, estabelecendo que não podem ultrapassar o montante das emendas individuais e de bancada.

Próximos passos no STF

Após o depoimento de Kassab, o STF deve analisar as provas apresentadas e decidir se há elementos para aprofundar a investigação. Caso entenda que há indícios de irregularidades, o tribunal pode convocar novos depoimentos ou solicitar documentos adicionais.

A expectativa é que o caso seja julgado ainda em 2025, com impacto direto sobre a relação entre partidos políticos e a execução do Orçamento. A decisão pode estabelecer precedentes sobre a responsabilidade das lideranças partidárias na destinação de recursos públicos.

Repercussão política

A negativa de Kassab gerou reações entre parlamentares e especialistas. Parte da oposição criticou a versão apresentada, argumentando que a presidência do partido tem influência direta sobre as decisões dos parlamentares. Já aliados de Kassab defendem que a investigação não tem fundamento e que o depoimento comprova a regularidade da atuação do PSD.

O presidente do PSD, por sua vez, afirmou que confia na Justiça e que o caso será esclarecido. Ele também destacou que o partido sempre atuou dentro da legalidade, respeitando as regras orçamentárias e a autonomia dos parlamentares.

Perguntas Frequentes

O que Kassab negou ao STF?

Kassab negou que, como presidente do PSD, tenha indicado diretamente emendas parlamentares. Ele afirmou que a função partidária não interfere na destinação dos recursos.

Qual é o foco da investigação do STF?

A investigação busca esclarecer se houve desvio de finalidade na distribuição de emendas de relator, que somaram bilhões de reais entre 2020 e 2022.

O que são emendas de relator?

As emendas de relator (RP9) são recursos do Orçamento federal destinados pelo relator-geral, sem a necessidade de identificação pública dos autores, o que gerou críticas sobre falta de transparência.

Qual foi a decisão do STF sobre as emendas de relator?

Em 2022, o STF determinou que as emendas de relator devem seguir regras de transparência, com divulgação dos nomes dos parlamentares que as indicaram, e limitou o valor total das emendas.

Quando o caso será julgado?

A expectativa é que o caso seja julgado ainda em 2025, com impacto direto sobre a relação entre partidos políticos e a execução do Orçamento.

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