Kalil sobre pedágios em Minas: 'É um crime novo'
O candidato ao governo de Minas Alexandre Kalil (PDT) classificou nesta quarta-feira (16/9) como um "crime novo" a forma como os pedágios são adotados no estado. Durante sabatina do Estado de Minas, em parceria com o Portal Uai e a TV Alterosa, o ex-prefeito de Belo Horizonte criticou a cobrança em rodovias que, segundo ele, não oferecem estrutura adequada aos motoristas. Ainda assim, deixou claro que não é contrário ao modelo de concessão.
A crítica de Kalil se concentra na execução, não no princípio. Ele apontou rodovias sem acostamento e sem manutenção básica como exemplo do que considera distorção do sistema. "É crime. Isso é crime novo. É um crime novo, muito novo em Minas Gerais. Eles pintam a faixa, cobram pedágio e nem capinam, e não tem acostamento", afirmou ao ser questionado se manteria o modelo de pedágios do Estado.
Apesar das críticas, o candidato defendeu a cobrança quando houver viabilidade e condições para que a iniciativa privada assuma a manutenção das rodovias. O pedetista argumentou que o modelo pode contribuir para a modernização da infraestrutura rodoviária, desde que a concessão seja estruturada de acordo com as características e o fluxo de cada estrada.
"Pedágio tem no mundo inteiro, o pedágio é o caminho da modernização do mundo. Mas você tem que saber o que vai pedagiar", declarou. Kalil citou como exemplo o sistema rodoviário dos Estados Unidos e defendeu um modelo em que trechos de maior rentabilidade possam ajudar a financiar a manutenção de estradas menos atrativas economicamente. "Se você contornar o estado da Geórgia por dentro, você não paga um pedágio. É o Estado que banca aquilo, ou mesmo a concessionária que pegou o filé e tem que manter o osso", afirmou.
A fala ocorreu em um contexto de debate sobre o papel do Estado na infraestrutura. Kalil já havia criticado o abandono do Jequitinhonha e chamado Minas de "estado RH", termos que marcaram sua campanha. A sabatina do Estado de Minas faz parte de uma série de entrevistas com candidatos ao governo mineiro.
Para quem acompanha a política mineira, a posição de Kalil reacende a discussão sobre o equilíbrio entre concessão e serviço público. O candidato não apresentou números ou prazos, mas sinalizou que, se eleito, a lógica seria a de avaliar caso a caso, priorizando trechos com demanda real e estrutura mínima antes de cobrar do motorista. eleições minas 2026