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Justiça confirma falência da Oi após rejeitar recursos

A Justiça do Rio de Janeiro confirmou a falência da Oi nesta terça-feira (25), após rejeitar por unanimidade os recursos apresentados pelos bancos Bradesco e Itaú. A decisão foi tomada pela 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), que restabeleceu a sentença da 7ª Vara Empresarial da Capital, proferida em novembro de 2025.

A falência havia sido suspensa depois que bancos credores recorreram, levando a empresa a um segundo processo de recuperação judicial. Durante a sessão, a desembargadora Monica Maria Costa Di Piero, relatora dos agravos, destacou compromissos financeiros não cumpridos pela companhia ao longo dos períodos de recuperação, além de ressaltar a necessidade de preservar os direitos dos trabalhadores, com a manutenção das garantias previstas na Constituição e na legislação trabalhista.

Como parte do processo, foi anunciada a contratação do advogado Bruno Rezende como administrador judicial. Adriano Pinto Machado foi indicado como observador judicial. Ambos são do escritório Pinto Machado Advogados. O escritório Sergio Zveiter também foi designado para atuar no processo.

A dívida da Oi foi estimada recentemente em cerca de R$ 44 bilhões, com aproximadamente 164 mil credores. Além de Bradesco e Itaú, a 1ª Câmara analisou agravos do UM Bank, da V.tal e da American Tower do Brasil, todos relacionados à decisão que converteu a recuperação judicial em falência.

Com a decisão unânime, volta a valer a decretação de falência de novembro de 2025. Para clientes e credores, o desfecho encerra um longo capítulo de incertezas, mas ainda há etapas processuais a serem cumpridas, como a atuação do administrador judicial na gestão dos ativos da companhia. recuperação judicial de grandes empresas

Marília Stefani
Repórter de Segurança Pública
De Betim, cobre segurança pública em MG com dado, contexto e cuidado para não alimentar o pânico.
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