Jovem de 29 anos morre baleado em operação da PM em Itaguara
André Alivi dos Santos, de 29 anos, morreu baleado nesta sexta-feira (4) durante uma operação da Polícia Militar em Itaguara, na Região Central de Minas Gerais. A família afirma que os policiais confundiram o alvo e entraram na casa onde André estava. A PM apresenta outra versão e sustenta que ele estava armado e houve confronto.
Segundo os parentes, André estava em casa quando militares do Grupamento Especializado em Recobrimento (GER) chegaram ao local. A família diz que o mandado de prisão seria contra um primo dele, que morava em outra residência no mesmo lote. André não teria reagido, trabalhava e não tinha envolvimento com drogas, afirmam os familiares.
A Polícia Militar, por sua vez, informou que a equipe cumpria um mandado de prisão e que André foi identificado como o alvo da ordem judicial. Na versão da corporação, o jovem estava armado e reagiu à abordagem. Durante a ocorrência, um dos militares efetuou disparo e atingiu André.
A PM disse que ele recebeu socorro e foi levado ao Hospital de Itaguara, onde morreu. A família contesta: afirma que André foi atingido dentro da residência e questiona as circunstâncias do disparo.
Uma das divergências centrais é o mandado. Familiares sustentam que a ordem era contra o primo; a PM indica que a ação era direcionada ao próprio jovem. Esse ponto deverá ser esclarecido na apuração.
Informações divulgadas após a ocorrência apontam que André não tinha passagem pelo sistema prisional de Minas Gerais. O dado, porém, não permite concluir, isoladamente, se havia outros registros policiais ou procedimentos judiciais.
Nas redes sociais, a família divulgou vídeos contestando a atuação dos policiais e pedindo esclarecimentos sobre a identificação dos militares e a dinâmica da operação. A PM informou que o REDS ainda não havia sido concluído quando os primeiros detalhes foram divulgados. A perícia da Polícia Civil foi acionada e deverá auxiliar na apuração das circunstâncias da morte.
operações policiais em Minas Gerais
O caso segue com duas versões: a PM fala em reação armada; a família insiste que André não era o alvo e que não houve confronto. Cabe à investigação esclarecer o disparo, o alvo do mandado e como os policiais entraram no imóvel.