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Integrantes do Comando Vermelho são presos com detector de drones no RJ

ResumoDois integrantes do Comando Vermelho foram presos na Comunidade Santa Lúcia, em Duque de Caxias (RJ), nesta quarta-feira (29). Os criminosos portavam um detector de drones utilizado para monitorar e evitar a atuação das forças de segurança na região da Baixada Fluminense.

Dois integrantes do Comando Vermelho foram presos nesta quarta-feira (29) na Comunidade Santa Lúcia, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Eles estavam com um detector de drones usado para identificar a atuação das forças de segurança na região.

Ronaldo Pimenta
Ronaldo Pimenta Repórter de Esporte Mineiro · 30 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Integrantes do Comando Vermelho são presos com detector de drones no RJ

Integrantes do Comando Vermelho são presos com detector de drones no RJ

Dois integrantes do Comando Vermelho (CV) foram presos na tarde desta quarta-feira (29) na Comunidade Santa Lúcia, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Eles estavam com um detector de drones usado para identificar a atuação das forças de segurança na região. O equipamento permitia que a facção monitorasse os movimentos da polícia e ajustasse a logística do tráfico.

Como o detector de drones era usado pelo Comando Vermelho

O detector de drones apreendido na ação é um equipamento que identifica sinais de rádio e GPS de aeronaves não tripuladas. Na prática, ele alertava os criminosos sobre a aproximação de drones policiais, dando tempo para esconder drogas, armas e outros materiais ilícitos.

Segundo a Polícia Civil, o uso desse tipo de dispositivo por facções tem se tornado mais frequente no Rio de Janeiro. A tecnologia permite que o tráfico crie uma "bolha de segurança" ao redor de pontos de venda, dificultando o trabalho de inteligência das forças de segurança.

Ação policial na Comunidade Santa Lúcia

As prisões ocorreram após informações de que havia um ponto de drogas em funcionamento na comunidade. Ao chegarem no local, os policiais flagraram os homens vendendo os entorpecentes. As apurações apontam que os suspeitos têm extensa ficha criminal e acumulam diversas anotações por outros crimes.

A abordagem foi rápida e os agentes encontraram o ponto de venda montado de forma organizada. As drogas estavam sobre uma mesa, identificadas com a sigla da facção e acompanhadas de uma placa com informações para os compradores, incluindo uma chave Pix usada para receber os pagamentos.

Material apreendido na operação

Na ação ainda foram apreendidos maconha, cocaína, crack, lança-perfume, itens para endolação, balanças de precisão, uma máquina de cartão, armas brancas, um simulacro de arma de fogo e diversos rádios comunicadores. O detector de drones também foi levado. Todo o material foi encaminhado para perícia.

A diversidade de itens apreendidos mostra a estrutura montada pela facção: balanças de precisão indicam venda fracionada, a máquina de cartão sugere aceitação de pagamento eletrônico, e os rádios comunicadores eram usados para coordenação entre os pontos de venda.

Chave Pix e modernização do tráfico

A presença de uma chave Pix no ponto de drogas chama a atenção para a modernização das operações do tráfico. A facção facilitava o pagamento por transferência bancária, evitando o manuseio de dinheiro vivo, que pode ser rastreado com mais facilidade.

A placa informativa incluía dados para que os compradores fizessem o pagamento por Pix e retirassem a droga rapidamente. Esse método reduz o contato físico e agiliza a transação, mas também deixa rastros digitais que podem ser usados pela polícia em investigações futuras.

Histórico criminal dos suspeitos

As apurações apontam que os dois presos têm extensa ficha criminal e acumulam diversas anotações por outros crimes. Eles foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

A Polícia Civil não divulgou os nomes dos suspeitos nem detalhes sobre suas passagens anteriores pela Justiça. A investigação segue em andamento para identificar outros envolvidos na estrutura do tráfico na Comunidade Santa Lúcia.

Braço direito de líderes do CV é preso no Rio de Janeiro

Em uma ação paralela, o braço direito de líderes do Comando Vermelho foi preso no Rio de Janeiro. A operação faz parte de um esforço contínuo das forças de segurança para desarticular a cúpula da facção e reduzir sua influência na região metropolitana.

As duas prisões ocorrem em um momento de aumento da pressão policial sobre o tráfico na Baixada Fluminense, área estratégica para o CV por sua proximidade com a capital e com rotas de abastecimento de drogas e armas.

Perguntas Frequentes

O que é um detector de drones?

Um detector de drones é um equipamento que identifica sinais de rádio e GPS de aeronaves não tripuladas, alertando sobre sua presença em uma área.

Como o Comando Vermelho usava o detector?

O detector era usado para monitorar a aproximação de drones policiais, permitindo que os criminosos escondessem drogas e armas antes da chegada das forças de segurança.

O que foi apreendido na operação?

Foram apreendidos maconha, cocaína, crack, lança-perfume, itens para endolação, balanças de precisão, máquina de cartão, armas brancas, simulacro de arma de fogo, rádios comunicadores e o detector de drones.

Qual a importância da chave Pix apreendida?

A chave Pix mostra a modernização do tráfico, que passou a aceitar pagamentos eletrônicos para evitar o manuseio de dinheiro vivo e agilizar as transações.

Onde ocorreram as prisões?

As prisões ocorreram na Comunidade Santa Lúcia, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.

Quais crimes foram imputados aos suspeitos?

Os homens foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

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