Idosos de 73 e 89 anos são presos por tráfico de cocaína em Miami
Dois idosos de 73 e 89 anos foram presos em Miami, nos Estados Unidos, suspeitos de participar de um esquema de tráfico de cocaína em uma casa. A prisão ocorreu na última quarta-feira (9), após uma operação policial que incluiu a compra de drogas por um agente infiltrado.
César Valdés, de 89 anos, e Magdaleno Medina, de 73, ambos cubanos, foram levados sob custódia sob suspeitas de posse e venda de drogas, posse de arma de fogo por pessoa condenada e por manter um imóvel usado para o tráfico de cocaína. Eles podem ser deportados.
A investigação começou no mês passado. Segundo os registros policiais, um agente disfarçado comprou cocaína de Medina na casa onde os dois foram detidos. Policiais da Seção de Investigações Especiais do Departamento Policial de Miami e uma equipe da SWAT apreenderam mais de 140 gramas de cocaína e cerca de 1,2 quilo de uma substância que a fonte não detalha. As autoridades não informaram se os dois já tinham antecedentes criminais.
O que a operação apreendeu
A ação envolveu duas frentes: a compra controlada de drogas por um agente infiltrado e a entrada de equipes táticas no imóvel. A Seção de Investigações Especiais do Departamento Policial de Miami atuou junto com a SWAT. Além da cocaína, os policiais apreenderam uma arma de fogo, segundo os registros.
Por que idosos entram nesse tipo de caso
Casos com suspeitos de idade avançada chamam atenção, mas não são inéditos em investigações de tráfico nos Estados Unidos. Imóveis residenciais costumam ser usados como pontos de venda justamente por levantarem menos suspeita. A acusação de manter um imóvel para o tráfico é uma imputação separada das demais e pode pesar na eventual deportação.
Para quem acompanha notícias internacionais, o caso ilustra como operações com agente infiltrado costumam preceder prisões em flagrante. A compra controlada serve para documentar a venda antes da abordagem.
O próximo passo judicial deve definir se os dois permanecem sob custódia e se o processo de deportação avança. A reportagem original foi publicada pelo g1.