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Homem morre baleado em operação da PM em Itapecerica

ResumoGuilherme Pereira da Silva, 34, morreu baleado em operação da Polícia Militar em Itapecerica, Centro-Oeste de Minas Gerais. A família contesta a versão da corporação, afirmando que a vítima estava desarmada no momento do disparo. O caso segue sob investigação para apurar as circunstâncias da ação policial.

Guilherme Pereira da Silva, 34, morreu após ser baleado durante operação da PM em Itapecerica, no Centro-Oeste de Minas. A família contesta a versão da corporação e afirma que ele estava desarmado.

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 08 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Homem morre baleado em operação da PM em Itapecerica

Guilherme Pereira da Silva, de 34 anos, morreu após ser baleado durante uma operação da Polícia Militar na manhã desta segunda-feira, 7 de setembro de 2026, no bairro Alto Alegre, em Itapecerica, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Os policiais cumpriam um mandado de busca e apreensão no imóvel. A PM afirma que Guilherme apontou um revólver contra a equipe; a família contesta e diz que ele estava deitado, desarmado e não reagiu.

Segundo a 7ª Região da Polícia Militar, os militares entraram na residência e, durante a intervenção, o homem teria apontado um revólver na direção deles. A corporação informou que ele não atendeu à ordem para largar a arma e, diante da possibilidade de agressão, os policiais efetuaram disparos em legítima defesa. Após ser baleado, Guilherme foi socorrido pelos próprios policiais e levado à Santa Casa de Itapecerica, onde não resistiu aos ferimentos.

A PM também informou a apreensão de um revólver calibre .32 com numeração raspada, cinco munições, uma pedra de crack e um cigarro de maconha no imóvel. A versão da família é outra. Parentes que estavam na casa afirmam que Guilherme dormia quando os policiais chegaram, não portava arma e não ofereceu resistência. A mãe, Vicentina Pereira da Silva, a irmã Luciana Aparecida Silva, uma sobrinha e um sobrinho acompanharam parte da movimentação. Luciana relatou que o irmão havia usado medicamentos na noite anterior e estava sonolento.

Os familiares dizem que pelo menos dois disparos atingiram Guilherme, um deles nas costas, e que não presenciaram a localização do revólver ou dos entorpecentes. A PM mantém a versão da apreensão e do confronto. Familiares informaram que Guilherme tinha registros policiais anteriores por tráfico de drogas, histórico separado da apuração desta ocorrência.

Após os disparos, houve tumulto nas proximidades e a PM usou granadas de efeito moral para dispersar pessoas. A perícia da Polícia Civil esteve no local e a corporação instaurou procedimento para apurar a atuação dos policiais. A investigação vai confrontar as versões, os exames periciais e os depoimentos para esclarecer a dinâmica dos fatos. A conclusão depende dessas apurações.

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