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Feminicídio em MG: homem é condenado a 41 anos de prisão

ResumoA 6ª Promotoria de Justiça de Governador Valadares obteve condenação de 41 anos de prisão para um homem pelo feminicídio da ex-companheira em abril de 2025. O tribunal do júri reconheceu as qualificadoras de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A sentença representa resposta judicial ao crime em Minas Gerais.

A 6ª Promotoria de Justiça de Governador Valadares obteve condenação de 41 anos de prisão para homem que matou a ex-companheira em abril de 2025. Jurados reconheceram qualificadoras de meio cruel e recurso que dificultou defesa.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 09 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Feminicídio em MG: homem é condenado a 41 anos de prisão

Um homem foi condenado a 41 anos de prisão pelo feminicídio da ex-companheira, em sentença proferida pela 6ª Promotoria de Justiça de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. O crime ocorreu em abril de 2025, no mesmo município. O réu, de 46 anos, terá que cumprir a pena em regime inicial fechado, conforme a decisão.

Os jurados reconheceram as qualificadoras de crime praticado com emprego de meio cruel e com uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, pontos que haviam sido apontados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Segundo a denúncia da Promotoria, o homem e a então companheira estavam juntos havia 2 anos. Em janeiro de 2025, o casal rompeu a relação por causa de discussões, motivadas pela hipótese de morarem juntos. Pouco tempo depois, reataram e concordaram em se mudar para Colniza (MT), onde a vítima já havia morado.

Para a mudança, o homem afirmou que investiria R$ 300 mil obtidos com a venda de terras, e a vítima contribuiria com outros R$ 55 mil, que chegaram a ser transferidos para a conta bancária do então companheiro. Para o MPMG, o crime foi planejado com o objetivo de obter vantagem financeira, de modo que o réu se apropriasse da quantia cedida pela ex-companheira.

O casal marcou a viagem para 22 de abril de 2025, mas, após buscar a companheira, o homem tomou outro rumo. A investigação apurou que os dois passaram por diversas cidades mineiras durante 24 horas. A vítima foi mantida por quase todo o tempo dentro do veículo e sofreu agressões. O laudo de necropsia apontou fratura na mandíbula.

Quando chegaram à zona rural de Governador Valadares, o réu ateou fogo na companheira e a jogou em uma vala. Um casal que passava pelo local viu o corpo em chamas e acionou a Polícia Militar de Minas Gerais. A perícia constatou que a vítima morreu carbonizada.

A pena de 41 anos reflete a gravidade do caso, mas também aponta para a necessidade de políticas públicas que enfrentem a violência doméstica antes do desfecho fatal. O caso, que envolveu planejamento e vantagem financeira, mostra como o feminicídio muitas vezes é premeditado, o que reforça a importância de denúncias e do monitoramento de situações de risco.

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