Forte neblina cobre São Paulo em queda de temperatura
Uma forte neblina cobriu a cidade de São Paulo no início da noite deste sábado (12), em meio à queda da temperatura na capital paulista. Imagens enviadas à CNN Brasil mostram dezenas de prédios ofuscados pela névoa pouco antes das 20h00.
Segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) da Prefeitura de São Paulo, os termômetros indicam 16°C em média na cidade, com 99% de umidade relativa do ar. O órgão afirma que ainda há previsão de chuva para esta noite e para a madrugada deste domingo (13). Para a madrugada, é esperado 14°C em média.
O que explica a névoa densa
A combinação de umidade perto da saturação com a queda de temperatura favorece a formação da neblina, que reduz a visibilidade em vias e ofusca a silhueta dos edifícios. Quem circula pela capital no fim da tarde e no início da noite costuma notar o efeito primeiro nas regiões mais altas e nas margens dos rios.
Na prática, o cenário pede atenção redobrada no trânsito e nas caminhadas em locais abertos. A orientação geral em dias assim é reduzir a velocidade, manter distância do veículo à frente e usar farol baixo, nunca o farol alto, que reflete na névoa e piora a visão.
Setembro mais chuvoso da série
De acordo com o banco de dados do CGE, setembro acumulou, até as 13h00 deste sábado, cerca de 211,5 mm de chuva em apenas 12 dias. Este índice supera todos os demais desde o início das medições, em 1995. Até então, o setembro mais chuvoso havia ocorrido em 2015, com acumulado de 198,6 mm.
Os 211,5 mm de precipitação refletem um percentual de 220,4% acima da média esperada, que é de 66,0 mm.
A cidade de São Paulo registrou o maior volume de chuva em 24 horas de todo o Brasil entre a manhã de sexta-feira (11) e a manhã de sábado (12). Na estação meteorológica automática do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), no Mirante de Santana, na zona Norte da capital, foram contabilizados 75,4 mm acumulados no período.
Com o temporal, o volume acumulado de chuva em setembro atingiu 198,2 mm em apenas 12 dias. A marca já consolida setembro de 2026 como o quarto mais chuvoso da série histórica da capital paulista desde o início das medições convencionais, em 1943.
Segundo os dados do Inmet registrados no Mirante de Santana, o acumulado atual coloca o ano de 2026 entre as maiores marcas históricas. A posição no ranking ainda pode mudar, uma vez que há previsão de mais precipitações até o final do mês.