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Ex-chefão da F1 é detido em Portugal por arma em jato

ResumoBernie Ecclestone, ex-chefão da Fórmula 1, foi detido em Portugal após uma espingarda ser encontrada em seu jato particular. A detenção ocorreu no aeroporto de Lisboa, e Ecclestone foi liberado após algumas horas sem acusação formal. A arma estava declarada, mas o caso segue sob análise das autoridades portuguesas.

Bernie Ecclestone, ex-chefão da F1, foi detido em Portugal após espingarda ser encontrada em seu jato particular. Ele foi liberado após algumas horas.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 07 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Ex-chefão da F1 é detido em Portugal por arma em jato

O ex-chefão da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, de 95 anos, foi detido nesta segunda-feira (7) no Aeródromo de Tires, em Cascais, Portugal. O motivo: uma espingarda encontrada em seu jato particular, durante fiscalização de rotina feita pela Autoridade Tributária e Aduaneira. Ele chegou ao país em voo vindo da Suíça e foi liberado algumas horas depois.

Ecclestone confirmou ao jornal britânico Daily Mail que transportava a arma e que pretendia usá-la para tiro ao prato. Ele reconheceu que não tinha a documentação exigida para levar o armamento entre países. "Perguntaram se eu tinha um 'livro azul', que, pelo visto, é a documentação necessária, e eu disse que nunca viajo com documentos desse tipo; na verdade, praticamente não levo documento nenhum", disse.

O episódio em Portugal não é o primeiro do tipo. Em maio de 2022, ele foi detido no Brasil, no Aeroporto de Viracopos, em Campinas, após uma pistola calibre .32 ser achada em sua bagagem. Na época, Ecclestone afirmou que não sabia que a arma estava lá, pagou fiança de R$ 6.060 e deixou o país depois.

Aos 95 anos, Ecclestone segue como figura conhecida no paddock, embora tenha deixado a gestão da F1 em 2017, quando a Liberty Media assumiu o controle comercial. Ele começou nos anos 1950 como piloto, virou empresário e foi dono da Brabham, equipe que levou Nelson Piquet a dois títulos, em 1981 e 1983. O que muda agora? O caso em Portugal reacende a discussão sobre o transporte de armas por viajantes frequentes, mesmo entre países da Europa. Para quem cruza fronteiras com regularidade, a lição é clara: documentação de armamento não é opcional, mesmo para quem conhece o pessoal da alfândega.

Ecclestone, que tem casa em Cascais e transita entre Suíça e Portugal, classificou o episódio como "dor de cabeça do início ao fim". A comunidade do automobilismo, que o viu transformar a F1 em negócio global, agora acompanha os desdobramentos de um caso que, para ele, foi resolvido, mas deixou o alerta.

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