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Relatório de Moraes contra Mendonça: o que diz o documento

ResumoO relatório da Polícia Federal citado pelo ministro Alexandre de Moraes contra o ministro André Mendonça contém informações classificadas como de baixa confiança e queixas contra Jorge Messias. A própria PF afirma que o material não possui valor probatório. O documento interno não sustenta acusações formais, sendo desprovido de robustez técnica para embasar decisões judiciais.

Documento interno da PF usado por Moraes contra Mendonça tem informações de baixa confiança e queixas contra Jorge Messias. A própria PF diz que o material não tem valor probatório.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 07 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
Relatório de Moraes contra Mendonça: o que diz o documento

O relatório interno da Polícia Federal usado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para contra-atacar André Mendonça traz informações classificadas como de baixa confiança e queixas contra Jorge Messias, advogado-geral da União. O documento, sem autoria identificada, analisa a atuação de Mendonça como relator dos inquéritos do Banco Master e do INSS. A própria PF classifica o material como "sem valor probatório".

Moraes acusa Mendonça de ter focado as investigações contra ele e outras autoridades, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, enquanto poupava outros investigados "por motivos pessoais e políticos". As hipóteses mais graves, porém, são conjecturas de baixa confiabilidade. Entre elas, a de que Mendonça atuava em conluio com Messias ou buscava viabilizar anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro.

O relatório alerta que "não autoriza afirmação institucional, providência formal ou manifestação externa". O uso público desses cenários poderia "contaminar" atos de investigação sólidos. O documento também cita que Mendonça teria pedido, mais de uma vez, que a PF "encaminhasse alguma provocação" para investigar Moraes. Como não havia elementos, ele agiu de ofício e determinou ampla diligência contra o colega.

A PF ainda aponta diferença de tratamento a Moraes em relação a outros ministros, como Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Sobre Gonet e Andrei Rodrigues, o relatório registra desconfianças de Mendonça, com grau de confiança baixo a moderado.

No interior de Minas, onde a política nacional chega pelas conversas de rua, o que se espera é que o STF priorize o que é sólido. A comunidade acompanha com cautela: o documento, por si só, não muda o dia a dia, mas mexe com a confiança nas instituições. STF e a crise institucional

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