Rua engolida por cratera na Zona Leste será liberada em setembro
A Rua Professor Francisco Faria, no Bairro Bonfim, Zona Leste de Juiz de Fora, será liberada no fim de setembro, segundo a Prefeitura. A via foi engolida por uma cratera há oito meses, após o rompimento da tubulação do Córrego Matirumbide, na altura do Bairro Bonfim, divisa com os bairros Manoel Honório e Bairu. A obra emergencial, iniciada em maio, custa R$ 2.333.578,79, obtidos pelo Município junto à Defesa Civil Nacional.
A previsão oficial da placa instalada no local é de conclusão da canalização do córrego até 13 de outubro, com a recomposição da galeria rompida em 15 de dezembro, usando estrutura de concreto armado. A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), porém, confirmou à Tribuna uma versão mais otimista: "A liberação da pista está prevista para o final do mês de setembro". A obra consiste em construir uma nova travessia e recuperar a via, seguindo o Plano Municipal de Drenagem, para conter a via e garantir o escoamento na entrada da galeria, além de corrigir processos erosivos.
Moradores e comerciantes da região convivem com os transtornos desde dezembro. A aposentada Cleuza Esteves de Araújo, 57 anos, moradora do Bonfim há 40, relata que o filho teve de mudar a loja de materiais de construção para o Linhares, há três meses, por causa da queda no movimento. O salão de beleza e a hamburgueria que funcionavam na via fecharam. "Para nós, moradores, o ônibus ficou longe. Ou temos que pegar no Bairu ou temos que ir até o Manoel Honório", desabafa.
O aposentado Paulo Braz, 66, teve parte dos fundos de casa engolida pela cratera. "Quero voltar com a minha garagem e o meu terreiro para o lugar", diz. Ele comemora o ritmo das máquinas: "O pessoal é muito atencioso e, aparentemente, o serviço está ficando muito bom". No hortifruti do começo da Barão do Retiro, as vendas caíram cerca de 20%, segundo uma funcionária que preferiu não se identificar.
A Rua Professor Francisco Faria já foi engolida outras vezes pelo rompimento da canalização do córrego, inclusive levando uma praça erguida sobre o local. "Aqui já caiu umas três vezes, umas delas com praça e tudo", alerta Cleuza. Sobre a praça atual, a PJF informou que a obra não inclui a reconstrução, para a qual "serão necessários estudos urbanísticos, estruturais e, principalmente, ambientais". A Tribuna acompanha a situação desde o ano passado; em março, a cratera havia começado a se alargar, afundando parte da Praça Padre Léo.
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