DPMG leva saúde mental à escola em Ituiutaba e fortalece proteção
A DPMG levou o debate sobre saúde mental à Escola Municipal Manoel Alves Vilela, em Ituiutaba, no 4º módulo do Projeto Defensor e Defensora Mirim. Atividades lúdicas e palestras fortaleceram a rede de proteção de crianças e adolescentes.
A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), por meio da Unidade de Ituiutaba, levou o debate sobre saúde mental à Escola Municipal Manoel Alves Vilela. Em agosto, foi realizado o 4º módulo do Projeto Defensor e Defensora Mirim, que atende estudantes do 1º ao 8º ano. O eixo central desta etapa foi a saúde mental, com abordagens adequadas a cada faixa etária.
A iniciativa aproxima a Defensoria da comunidade escolar e ajuda crianças e adolescentes a conhecerem seus direitos, identificarem situações de violência e outras violações, e reconhecerem que podem buscar ajuda. O projeto também cria um espaço de escuta, no qual os próprios estudantes participam da construção dos temas.
Para os anos iniciais, a atividade foi lúdica, sob o tema "A Magia de Ser Você: os Superpoderes do Defensor Mirim e da Defensora Mirim". As crianças descobriram cinco "superpoderes": ser você mesmo, compreender os próprios sentimentos, colocar limites e dizer não, construir boas amizades e pedir ajuda. O encontro reforçou que todas as emoções podem ser sentidas, mas nenhuma justifica machucar outra pessoa, e que pedir ajuda é uma forma de proteção.
Já os adolescentes escolheram o tema do encontro. Com a participação de Vanessa Dantas Pereira, psicóloga e Referência Técnica em Saúde Mental de Ituiutaba, e Sandra Mendes Soares de Oliveira, assistente social e coordenadora do CAPSij Nise da Silveira, foi trabalhado "Dependência Emocional e Autoextermínio: Construindo Relações Saudáveis e Valorizando a Vida". A escolha partiu dos próprios estudantes, por meio de atividades aplicadas ao final de cada módulo.
A palestra abordou dependência emocional, necessidade excessiva de aprovação, ciúmes, autoestima, influência das redes sociais e sinais de sofrimento emocional. A prevenção do autoextermínio foi tratada sob a perspectiva do acolhimento e da busca por ajuda, com orientações sobre como agir ao perceber que um amigo está sofrendo: ouvir sem julgamentos, não minimizar a dor e buscar um adulto de confiança.
O projeto também funciona como espaço de escuta individualizada. Estudantes podem indicar, de forma reservada, que desejam conversar com a equipe da Defensoria, formada pelas Defensoras Públicas Mônica Alves da Costa Franco e Ana Luisa Cavalcanti Nascimento, pela assistente social Graciele Vilela Silva e por estagiários de Direito da UEMG e Uniube e Serviço Social da UFU. "Queremos que crianças e adolescentes saibam reconhecer situações que lhes fazem mal e saibam que não precisam enfrentar sozinhos uma situação de violência", afirma a coordenadora Mônica Alves da Costa Franco.
Ao longo dos módulos, temas como violência doméstica, violência sexual e bullying já foram trabalhados e são retomados, conectando conhecimentos. Mais do que ensinar conceitos jurídicos, a iniciativa traduz direitos para situações concretas: respeitar o corpo, reconhecer limites, acolher quem precisa e compreender que pedir ajuda é um direito. educação em direitos nas escolas
Para quem vive em Ituiutaba ou região, a ação mostra como a escola pode ser um espaço privilegiado de proteção. Se você conhece uma criança ou adolescente em situação de risco, a orientação é procurar um adulto de confiança ou a Defensoria Pública. como pedir ajuda à Defensoria Pública