Disputa entre traficantes rivais deixa mais de 10 mortos em Duque de Caxias
Uma disputa entre traficantes rivais pelo controle territorial de comunidades em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, deixou mais de 10 mortos desde o início de agosto. As investigações apontam que, desde o dia 8 de agosto, quando foi registrada a primeira morte na comunidade do Pantanal, já são 11 homens mortos. A principal suspeita é de que as vítimas eram integrantes do tráfico de drogas.
Moradores, porém, têm ficado no fogo cruzado da disputa. No dia 17 de agosto, um homem morreu após ser atingido por um tiro na cabeça enquanto voltava da igreja com o filho na região. Não foi o único caso: em julho, uma idosa foi baleada nas costas na Rua Venâncio Adres, na Vila Leopoldina, área próxima à região alvo dos criminosos.
A violência também chegou ao Corte Oito, onde traficantes usaram um drone para lançar uma granada na comunidade. O episódio ilustra a escalada de tensão entre os grupos que disputam o controle da área.
Os números, embora recentes, precisam ser lidos com cautela. A série de mortes em menos de 20 dias chama atenção, mas a comparação com meses anteriores é essencial para entender se há tendência ou um pico isolado. A secretaria de segurança é a fonte oficial para dados consolidados, e a população local segue exposta a um cenário de violência que não se limita aos envolvidos no tráfico.
A situação em Duque de Caxias reforça a necessidade de políticas públicas que vão além do confronto direto, priorizando a proteção de moradores que, como mostram os casos recentes, são as principais vítimas colaterais.