Datafolha em MG: Lula 37%, Flávio 35%, Cury e Zema 5%
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (12) mostra como está a disputa pela Presidência da República em Minas Gerais. O levantamento foi contratado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, com 1.204 eleitores entrevistados entre os dias 8 e 10 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é o BR-03022/2026.
Na pesquisa estimulada, em que o instituto mostra os nomes dos candidatos, Lula (PT) aparece com 37%, mesmo patamar de 22 de agosto. Flávio Bolsonaro (PL) tem 35%, contra 31% na medição anterior. Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) somam 5% cada: o primeiro subiu de 2% para 5%, e o segundo caiu de 10% para 5%. Ronaldo Caiado (PSD) mantém 3%. Renan Santos (Missão) tem 2%, Samara Martins (UP) 2%, Rui Costa Pimenta (PCO) 1%, e os demais nomes testados não pontuaram. Brancos, nulos e nenhum somam 5%, e os indecisos são 5%.
O que isso muda para o eleitor mineiro
Minas Gerais é tratado como termômetro das eleições presidenciais. Desde a primeira eleição direta para presidente após a ditadura militar, todo candidato que venceu em MG foi eleito presidente da República. Em 2022, Lula venceu no estado com 50,21% dos votos, contra 49,79% de Bolsonaro. No país, o placar foi 50,90% a 49,10%.
A comparação com a pesquisa nacional divulgada na sexta-feira (11) ajuda a ler o cenário. No levantamento nacional, Lula tinha 39% e Flávio, 35%. Depois apareciam Cury, com 6%, Caiado, com 4%, Renan, com 3%, e Zema, com 2%. Ou seja, a disputa em Minas repete o desenho nacional, com pequenas variações dentro da margem de erro.
Segundo turno e o cenário com Marçal
O Datafolha testou dois cenários de primeiro turno em Minas. Em um deles, entrou Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível por condenação na Justiça Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou nesta sexta-feira (11), por unanimidade, o registro da candidatura dele. Nesse cenário, Lula aparece com 38%, Flávio com 34%, Zema e Cury com 5% cada, Caiado com 3%, Marçal com 2%, Renan com 2%, Samara com 1% e Rui Costa Pimenta com 1%. Brancos, nulos e nenhum somam 5%, e os indecisos, 4%.
Para o torcedor mineiro acostumado a acompanhar tabela e rodada, a leitura é parecida: o jogo segue aberto, com dois nomes na frente e um bloco de candidatos disputando cada voto. A próxima rodada de pesquisas e os próximos movimentos da campanha em Minas devem mostrar se a diferença entre Lula e Flávio se mantém ou muda de patamar no estado que costuma decidir a eleição.