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Comerciante é presa por usar promissórias para cobrar dívidas inexistentes em Carmo do Cajuru

ResumoUma comerciante de 52 anos foi presa em Carmo do Cajuru (MG) sob suspeita de usar notas promissórias para cobrar dívidas já quitadas ou inexistentes. A operação da Polícia Civil cumpriu quatro mandados de busca e apreensão contra a suspeita.

Uma comerciante de 52 anos foi presa em Carmo do Cajuru, na região Centro-Oeste de Minas, suspeita de usar notas promissórias para cobrar dívidas já quitadas ou inexistentes. A operação da Polícia Civil cumpriu quatro mandados de busca e apreensão.

Vânia Drummond
Vânia Drummond Repórter de Cultura Mineira · 28 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Comerciante é presa por usar promissórias para cobrar dívidas inexistentes em Carmo do Cajuru

Comerciante é presa por usar promissórias para cobrar dívidas inexistentes em Carmo do Cajuru

Uma comerciante de 52 anos foi presa em Carmo do Cajuru, na região Centro-Oeste de Minas Gerais, suspeita de usar notas promissórias para cobrar dívidas já quitadas ou inexistentes. A prisão ocorreu na segunda-feira (27), durante operação da Polícia Civil com apoio da Polícia Militar. A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores até o limite de R$ 100 mil.

A investigada é proprietária de uma loja de roupas e artigos de cama, mesa e banho. Segundo a apuração, ela aproveitava a relação de confiança com os clientes para obter assinaturas em notas promissórias durante compras parceladas. Em vários casos, os consumidores assinaram os documentos em branco, com apenas nome e assinatura, enquanto os valores eram anotados separadamente.

Como funcionava o esquema com promissórias

Mesmo após o pagamento integral das mercadorias, as notas promissórias não eram devolvidas. Os documentos continuavam armazenados no comércio ou na residência da suspeita e teriam sido usados para justificar cobranças judiciais contra consumidores que acreditavam não ter dívidas pendentes.

A investigação identificou indícios de que algumas promissórias foram preenchidas depois da assinatura, com valores e datas diferentes das compras originais. Em um dos casos, o sobrenome de uma vítima apareceu escrito de forma incorreta. Os investigadores também encontraram divergências nas caligrafias e marcas de grampos que podem indicar reorganização dos papéis.

Vítimas descobriam dívidas apenas na Justiça

Muitas vítimas relataram que só descobriram as supostas dívidas ao receber uma citação judicial. Antes, não houve telefonemas, cartas ou qualquer tentativa de cobrança extrajudicial. A investigação aponta que parte dos consumidores estava em situação de vulnerabilidade, incluindo pessoas com baixa escolaridade e uma que não sabia ler nem escrever.

Material apreendido e próximos passos

Durante as buscas, foram apreendidas dezenas de notas promissórias, documentos em branco com assinaturas, cheques de terceiros sem valor preenchido, termos de confissão de dívida, um celular e um caderno de renegociações. Todo o material passará por perícia.

A investigação apura ainda agiotagem e lavagem de dinheiro. A polícia procura outras vítimas e orienta que consumidores que assinaram promissórias e receberam cobranças indevidas nos últimos seis meses procurem a Delegacia de Polícia Civil de Carmo do Cajuru, levando recibos, extratos e comprovantes.

Perguntas Frequentes

O que motivou a prisão da comerciante?

A prisão ocorreu durante operação que apura estelionato, falsificação de documentos, agiotagem e lavagem de dinheiro, por uso de promissórias para cobrar dívidas quitadas ou inexistentes.

Como as vítimas descobriram as cobranças?

A maioria só soube das supostas dívidas ao receber citação judicial, sem qualquer contato prévio de cobrança.

O que fazer se fui vítima?

Procurar a Delegacia de Polícia Civil de Carmo do Cajuru com documentos como recibos, extratos e comprovantes de pagamento.

A comerciante já foi condenada?

Não. Ela é investigada, e a responsabilidade pelos crimes dependerá da conclusão do inquérito e da análise da Justiça.

O bloqueio de R$ 100 mil é para indenizar vítimas?

Sim, o bloqueio busca preservar recursos que poderão ser usados para ressarcir consumidores, caso a responsabilidade seja confirmada.

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