Cleitinho defende Big Brother do crime para agentes públicos
Morador da Região Metropolitana de Belo Horizonte que depende de serviços públicos todos os dias pode ter um novo aliado: a câmera corporal. O candidato ao governo de Minas Gerais Cleitinho Azevedo (Republicanos) defendeu nesta quinta-feira (27) o uso dos equipamentos não apenas pela Polícia Militar, mas por todos os agentes públicos.
Durante a sabatina da CNN, o senador afirmou que a medida ajudaria a impedir casos de corrupção e extorsão cometidos por funcionários públicos. A proposta alcançaria quem atua nas ruas, nos postos de saúde e nas repartições, sempre que houver contato com o cidadão.
Cleitinho ainda pretende conversar com a Polícia Militar sobre a utilização dos equipamentos pela corporação. "O pau que bate em Chico tem que bater em Francisco", disse o senador.
Para quem vive na Grande BH, a promessa soa como resposta a um problema antigo: a dificuldade de comprovar o que acontece durante uma abordagem ou atendimento. Com a gravação, o relato do morador ganharia lastro técnico, e o servidor público teria sua versão protegida.
A discussão, porém, não define prazos nem custos. O candidato não detalhou como a medida seria financiada nem em que prazo entraria em vigor. Ficou, por ora, no campo da intenção.
O eleitor que quiser acompanhar o desdobramento da proposta pode acompanhar os canais oficiais da campanha e as sabatinas dos veículos de imprensa. A promessa de estender as câmeras a todos os agentes públicos, se concretizada, mudaria a rotina de quem usa o serviço público todo dia.