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Caiado rejeita 6x1 eleitoreiro e defende 5x2 na CNN

ResumoRonaldo Caiado (PSD) defendeu a escala de trabalho 5x2 em entrevista à CNN, mas rejeitou pautar o fim da jornada 6x1 como tema eleitoreiro. O governador de Goiás e pré-candidato à Presidência classificou a discussão como inadequada para o período político, priorizando o debate sobre produtividade e geração de empregos. A posição contrasta com propostas de redução da carga horária em tramitação no Congresso.

Ronaldo Caiado (PSD) afirmou à CNN ser a favor da escala 5x2, mas rejeitou discutir o fim da 6x1 em momento eleitoreiro. Entenda a posição do candidato.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 03 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Caiado rejeita 6x1 eleitoreiro e defende 5x2 na CNN

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou, nesta quarta-feira (2), durante sabatina na CNN Brasil, que é a favor da escala 5x2 de trabalho, mas ressaltou que o fim da 6x1 não deve ser discutido em período eleitoral.

"É importante deixar claro que minha posição jamais foi contra. O que eu disse é que devíamos respeitar a economia do país e discutir esses assuntos não no momento eleitoreiro", disse Caiado.

Para o candidato, o tema entrou na pauta antes das eleições por causa "do desgaste do governo com relação ao escândalo do STF (Supremo Tribunal Federal)", o que "compromete a governabilidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e atinge todos os poderes".

"O que é importante é que, quando se trata da 6x1, o Congresso pode avaliar a situação das pequenas e microempresas. Eles absorvem 90% dos trabalhadores formais. Quando propõe uma emenda à Constituição responsável, já traz no bolo dessa proposta a solução para esse segmento tão importante", concluiu.

Na prática, quem vive do interior mineiro sabe o peso dessa discussão. Pequenos negócios, muitos deles tocados por famílias inteiras, são os primeiros a sentir qualquer mudança nas regras trabalhistas. A fala de Caiado aponta para uma preocupação: aprovar uma mudança dessa magnitude sem considerar quem emprega menos gente pode apertar ainda mais o comércio local.

O que a comunidade rural espera é que o debate saia do palanque e chegue ao Congresso com números na mesa. A menção aos 90% dos trabalhadores formais absorvidos por pequenas e microempresas é um dado que não pode ficar de fora da conversa. reforma trabalhista impacto pequenas empresas

Agora, fica a pergunta: a discussão sobre a 6x1 vai sobreviver ao calendário eleitoral? Caiado sinaliza que não deveria, mas o tema já está posto. Resta acompanhar se os próximos passos virão com proposta concreta ou só com discurso de campanha.

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