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Cleitinho não será candidato ao governo de Minas, afirma Republicanos

ResumoCleitinho, senador pelo Republicanos, não será candidato ao governo de Minas Gerais em 2026, conforme anúncio do partido. O Republicanos justificou a decisão pela ausência do senador na convenção e por sinais contraditórios. Cleitinho rebateu a afirmação e declarou que permanece na disputa. O impasse segue sem definição sobre a candidatura.

O Republicanos anunciou que o senador Cleitinho não será candidato ao governo de Minas em 2026. O partido cita ausência na convenção e sinais contraditórios. Cleitinho rebate e diz que segue na disputa. Entenda o impasse e os próximos passos.

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 29 de julho de 2026 · 6 min de leitura
Cleitinho não será candidato ao governo de Minas, afirma Republicanos

Cleitinho não será candidato ao governo de Minas, afirma Republicanos

O Republicanos anunciou, nesta quarta-feira (29), que o senador Cleitinho (REP-MG) não será candidato ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. A decisão foi formalizada em nota assinada pelas executivas estadual e nacional da legenda, que atribui o impasse à ausência de Cleitinho na Convenção Estadual do partido no último sábado (25). O senador, porém, rebateu a informação e afirmou que permanece na disputa.

Por que o Republicanos diz que Cleitinho não será candidato?

A informação sobre a desistência foi confirmada pelo presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira (REP-SP), à Globonews, por volta das 10h20. Cerca de 40 minutos depois, às 11h, a assessoria de Cleitinho divulgou uma nota negando a retirada da candidatura e reafirmando sua intenção de concorrer ao Palácio Tiradentes.

O posicionamento do partido foi oficializado em um documento que cita a ausência do senador na convenção estadual como um "fato político objetivo, que produziu consequências inevitáveis". A nota também afirma que "o partido trabalhou duro para que essa candidatura pudesse acontecer. O que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo".

A reação de Cleitinho: senador nega desistência

Pouco depois da manifestação da legenda, o senador rebateu a informação. A assessoria de Cleitinho divulgou uma nota reafirmando sua intenção de concorrer ao governo. A indefinição ocorre um dia após a divulgação da pesquisa Quaest, publicada na terça-feira (28), que apontou Cleitinho na liderança em todos os cenários avaliados para a disputa pelo governo de Minas, tanto no primeiro quanto no segundo turno.

O que diz a legislação eleitoral sobre o caso?

Apesar da negativa do senador, interlocutores ligados às negociações afirmam que uma candidatura é considerada inviável diante das regras eleitorais. Embora senadores possam trocar de partido sem depender da janela partidária, a legislação determina que candidatos estejam filiados à legenda pela qual disputarão a eleição até seis meses antes do pleito. Em 2026, esse prazo terminou em 4 de abril.

Dessa forma, caso Cleitinho disputasse o governo, a candidatura obrigatoriamente teria de ocorrer pelo Republicanos, partido ao qual estava filiado na data-limite estabelecida pela Justiça Eleitoral. Pessoas envolvidas nas negociações afirmaram ao blog que o senador "passou o tempo" e "perdeu o timing".

O vídeo de Cleitinho com inteligência artificial

Na terça-feira (28), Cleitinho também chamou atenção ao publicar nas redes sociais um vídeo produzido por inteligência artificial. Na gravação, ele aparece ao lado do pai e do irmão, Mateus Azevedo, que morreu na semana passada em decorrência de uma leucemia. Durante a montagem, o irmão diz: "Vá e faça o que precisa ser feito. Nosso pai e eu estamos sendo muito bem cuidados aqui em cima, estaremos orgulhosos de você. Seja forte e corajoso. Não olhe nem para a esquerda nem para a direta, siga em frente".

Impacto nas articulações do PL em Minas Gerais

A indefinição em torno da candidatura também impactou as articulações do PL em Minas Gerais. O partido aguardava uma definição de Cleitinho para organizar o palanque do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o senador perdeu o momento ideal para consolidar sua candidatura. "Cleitinho muda de ideia toda hora. Perdeu o timing até com o partido, com o Marcos Pereira. Ele é um bom senador. Mas para o Executivo vai ter dificuldade. O mineiro é educado, calmo. Cleitinho daquele jeito mais intenso não vai conseguir vencer no segundo turno", afirmou Valdemar.

Republicanos oficializa apoio a Marcelo Aro

Enquanto isso, o Republicanos oficializou apoio ao ex-secretário de Governo de Minas Gerais Marcelo Aro (PP). A decisão foi tomada durante uma reunião realizada na terça-feira (28), com a participação de Marcelo Aro, Flávio Bolsonaro e Marcos Pereira, por videoconferência. Inicialmente, Aro era cotado para disputar uma vaga ao Senado na chapa de reeleição do governador Mateus Simões (PSD). Entretanto, a entrada do senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, no PSD inviabilizou esse acordo, levando o ex-secretário a optar pela candidatura ao governo de Minas.

O que diz a nota do Republicanos na íntegra?

O Republicanos de Minas Gerais, por meio do seu presidente, deputado Euclydes Pettersen, afirma que sempre tratou com entusiasmo, respeito e seriedade a possibilidade de o senador Cleitinho Azevedo disputar o governo pela legenda. Este entusiasmo, porém, não foi correspondido até o dia da Convenção Estadual, ocorrida dia 25 de julho. Durante meses, o partido manteve diálogo aberto, ofereceu as condições políticas necessárias, atraiu partidos aliados e aguardou uma definição clara do senador. Em razão dessa expectativa, diversas decisões estratégicas foram postergadas, justamente para preservar a viabilidade de sua eventual candidatura.

Entretanto, uma candidatura exige, antes de tudo, a decisão firme de quem pretende disputá-la. Tal decisão nunca aconteceu. Esse compromisso jamais pode ser substituído por sinais contraditórios, sucessivos recuos ou indefinições que acabam comprometendo a construção de um projeto coletivo. A ausência do senador na Convenção Estadual do Republicanos, apesar das justificativas pessoais, representou um fato político objetivo, que produziu consequências inevitáveis. Diante da falta de confirmação de sua candidatura, partidos aliados precisaram tomar decisões e reorganizar seus caminhos, como é natural em qualquer processo eleitoral.

O partido trabalhou duro para que essa candidatura pudesse acontecer. O que faltou foi a decisão inequívoca de quem deveria ser, em primeiro lugar, candidato de si mesmo. O Republicanos respeita a trajetória e o mandato do senador Cleitinho Azevedo, mas também tem o dever de conduzir seu projeto político com responsabilidade, previsibilidade e respeito aos candidatos a deputados federais e estaduais, seus filiados, aliados e à população mineira. Os fatos falam por si. O partido esteve pronto. A candidatura, porém, nunca foi formalmente assumida por quem deveria liderá-la.

Perguntas Frequentes

Cleitinho desistiu da candidatura ao governo de Minas?

O Republicanos anunciou que o senador não será candidato, mas Cleitinho nega e afirma que permanece na disputa.

Qual foi o motivo alegado pelo partido?

O partido cita a ausência de Cleitinho na Convenção Estadual do último sábado (25) e sinais contraditórios como razões para o impasse.

O que diz a legislação eleitoral sobre o caso?

A lei exige que candidatos estejam filiados ao partido até seis meses antes do pleito. Em 2026, o prazo terminou em 4 de abril, o que torna inviável a candidatura por outra legenda.

Quem será o candidato do Republicanos em Minas?

O partido oficializou apoio ao ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP) para a disputa ao governo.

Como o PL reagiu à indefinição?

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que Cleitinho "perdeu o timing" para consolidar a candidatura e que teria dificuldade no segundo turno.

O que mostrou a pesquisa Quaest?

A pesquisa Quaest, publicada na terça-feira (28), apontou Cleitinho na liderança em todos os cenários avaliados para a disputa pelo governo de Minas.

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