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Capitã da PM morta em BH deixa filho de outro relacionamento

ResumoA capitã da PM Michele Leão Azevedo, de 41 anos, morta em Belo Horizonte, deixa um filho de 10 anos, Guilherme, que está no espectro autista. O principal suspeito do crime, investigado como possível feminicídio, é o companheiro sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira.

A morte da capitã da PM Michele Leão Azevedo, de 41 anos, investigada como possível feminicídio em Belo Horizonte, deixa um filho de 10 anos, Guilherme, que está no espectro autista. O principal suspeito é o companheiro, sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira.

Vânia Drummond
Vânia Drummond Repórter de Cultura Mineira · 21 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Capitã da PM morta em BH deixa filho de outro relacionamento

Capitã da PM morta em BH deixa filho de outro relacionamento

A morte da capitã da Polícia Militar Michele Leão Azevedo, de 41 anos, investigada como possível feminicídio em Belo Horizonte, é marcada pelo luto familiar. A militar deixa um filho de 10 anos, chamado Guilherme, fruto de um casamento anterior. Ele está no espectro autista.

O que se sabe sobre o crime

O principal suspeito do crime é o companheiro de Michele, o sargento da PM Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, que foi preso em flagrante. Ele levou a capitã ao Hospital Odilon Behrens, no Bairro São Cristóvão, alegando inicialmente que ela havia sofrido uma queda de escada. As lesões no corpo e no rosto da vítima, no entanto, indicavam agressões físicas graves e levaram as forças de segurança a apurar o caso como homicídio praticado em contexto de violência doméstica.

O filho de Michele: uma criança no espectro autista

Guilherme, de 10 anos, é o filho de Michele, fruto de um relacionamento anterior. Ele está no espectro autista. A perda da mãe, em circunstâncias trágicas, levanta questões sobre o futuro da criança, que agora dependerá de familiares e do sistema de apoio. A situação expõe a fragilidade de famílias que perdem um provedor em contexto de violência doméstica.

O histórico do suspeito

Eduardo Abner não é um desconhecido das autoridades. Em 2023, foi preso por dirigir embriagado. Além disso, uma nota divulgada pela Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais (Aspra/PMBM) revelou que ele atuava na segurança da casa do ex-governador Romeu Zema (Novo) antes de integrar a diretoria da entidade, da qual se desligou em junho do ano passado. No hospital, um tenente da PM o flagrou tentando descartar 18 comprimidos de ecstasy no banheiro da unidade. O militar também foi autuado por tráfico de drogas.

Relacionamento instável e indícios de violência

Testemunhas e investigadores apontam que o casal vivia um relacionamento instável, marcado por idas e vindas, além de indícios de violência psicológica e moral contra a capitã. Em depoimento, o suspeito afirmou que o casal havia feito uma festa em casa com consumo de álcool e drogas. Ele declarou que, após a saída dos convidados, eles mantiveram relações sexuais consensuais e alegou que as práticas íntimas do casal costumavam envolver agressividade.

A versão da investigação

Para o delegado Saulo Castro, no entanto, a gravidade e o padrão das lesões indicavam clara intenção de machucar e matar a vítima. A Justiça avaliará a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva durante audiência de custódia. O sargento segue custodiado no 34º Batalhão da PM, na Avenida Américo Vespúcio, à disposição da Justiça.

O que isso significa para você

Casos como o da capitã Michele expõem a realidade da violência doméstica que atinge mulheres, inclusive em posições de autoridade. A presença de um filho com necessidades especiais agrava o impacto, exigindo redes de apoio e políticas públicas eficazes. A investigação em andamento pode trazer à tona falhas na proteção de vítimas e na atuação das forças de segurança.

Perguntas Frequentes

Quem é o principal suspeito da morte da capitã?

O principal suspeito é o sargento da PM Eduardo Abner Pereira de Oliveira, companheiro de Michele, preso em flagrante.

O que aconteceu com o filho da capitã?

O filho de Michele, Guilherme, de 10 anos, está no espectro autista e agora depende de familiares.

O suspeito tem histórico criminal?

Sim, Eduardo Abner foi preso em 2023 por dirigir embriagado e foi autuado por tráfico de drogas após ser flagrado com 18 comprimidos de ecstasy.

Onde o suspeito está detido?

Ele está custodiado no 34º Batalhão da PM, em Belo Horizonte, à disposição da Justiça.

O que a investigação aponta sobre o relacionamento do casal?

Testemunhas e investigadores indicam que o relacionamento era instável, com indícios de violência psicológica e moral contra a capitã.

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