Rodrigo de Bolsonaro promete banco e 17 mil agentes no RN
O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Rodrigo de Bolsonaro (AGIR) prometeu criar um banco público e contratar 17 mil profissionais para a segurança pública caso seja eleito. As declarações foram dadas na entrevista da Inter TV Cabugi, a terceira da série. Ele defendeu aumentar a arrecadação atraindo indústrias, mas não detalhou de onde viriam os recursos nem como executaria parte das propostas do plano de governo.
O pacote de segurança se divide em 10 mil policiais militares, 5 mil policiais civis e 2 mil policiais penais. Questionado sobre como ampliaria o efetivo diante do comprometimento de aproximadamente 56% da receita estadual com despesas de pessoal, respondeu que "dinheiro tem" e que faltaria "gestão" ao Estado. Ele defendeu reduzir gastos da máquina, mas não explicou como a contratação se adequaria aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Banco estadual e incentivos de 20 anos
Rodrigo afirmou que pretende retomar o funcionamento de um banco estadual, citando o "Banco de Sergipe" como referência. A instituição financiaria setores como o agronegócio. Questionado sobre a viabilidade, considerando a autorização do Banco Central, a exigência de capital e os custos de estrutura, não detalhou o caminho. Disse que o estado pode atrair grandes empresários para movimentar recursos no banco.
Para atrair indústrias, o candidato mencionou oferecer terrenos estaduais e isenção de custos por 20 anos a empresários interessados. Citou a Paraíba como exemplo de crescimento no setor industrial. Sobre como incentivos fiscais aumentariam a arrecadação, afirmou que a chegada de grandes empresas geraria empregos e faria o dinheiro circular na economia potiguar.
"Mais investimento que eles fazem. Eles vão fazer investimento aqui de bilhões. Não vão ser um milhão, dois milhões, três milhões, não. São bilhões e geração de emprego. Circula aqui no Estado o dinheiro", disse.
Nome, Noronha, aeroporto e turismo
Sobre a escolha do nome "Rodrigo de Bolsonaro", lembrou que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) havia impedido o uso de "Rodrigo Bolsonaro", sob o argumento de que poderia induzir o eleitor ao erro, já que não pertence à família Bolsonaro. Após obter autorização, declarou ser o "candidato raiz" de Jair Bolsonaro e um dos primeiros bolsonaristas do Estado, desde 2017. Em 2022, disputou o governo como Rodrigo Vieira porque o partido não permitiu o uso de "Bolsonaro".
O plano inclui retomar a aviação comercial no Aeroporto Augusto Severo, em Parnamirim, desativado em 2014 quando o Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante, concentrou os voos comerciais. Ele disse que buscaria apoio político, inclusive de Flávio Bolsonaro, caso eleito presidente. Também defendeu "brigar" por Fernando de Noronha, que pertence a Pernambuco desde a Constituição de 1988, tema de competência federal.
Sobre demissões, negou cortar servidores, defendeu concursos e criticou cargos comissionados, contratos e aluguéis. Mencionou servidores "fantasmas" sem apresentar dados. Disse que o RN está atrasado economicamente há 40 anos. Apontou o turismo como principal potencial econômico, seguido da indústria, e citou mineração em Currais Novos, terras raras e energia renovável. Nas considerações finais, pediu voto aos bolsonaristas e se apresentou como candidato de Jair Bolsonaro.
"Eu peço a todos os bolsonaristas que votem em mim, Rodrigo de Bolsonaro", disse. eleições 2026 no Rio Grande do Norte