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Calor extremo quebra recordes no Reino Unido, Bélgica, Índia e Espanha

O calor extremo quebrou recordes em 2026: Reino Unido e Bélgica tiveram os verões mais quentes da história, a Índia registrou agosto mais quente desde 1901, e a Espanha contabilizou mais de 5.000 mortes relacionadas ao calor entre junho e agosto. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (1º) pelas agências meteorológicas dos países.

No Reino Unido, a temperatura média do verão ficou em 16,5°C entre junho e agosto, superando o recorde anterior de 16,1°C, do ano passado. Foi o segundo ano consecutivo de quebra de recorde, marcado por ondas de calor sucessivas e chuvas mínimas, o que provocou seca generalizada. O Met Office afirmou que as temperaturas elevadas foram "muito provavelmente provocadas pelas mudanças climáticas causadas pela atividade humana".

Na Bélgica, a estação de Uccle, nos arredores de Bruxelas, registrou média de 20,3°C, quase dois graus e meio acima da média das últimas décadas. O Real Instituto de Meteorologia (RMI) informou que é um recorde absoluto, com base em observações que remontam a 1833, e a primeira vez que a média ultrapassou 20°C. O país também sofreu o maior incêndio florestal em um século, em agosto.

A Espanha registrou mais de 5.000 mortes relacionadas ao calor entre junho e agosto, recorde desde 2015, segundo um instituto de saúde pública. A Índia teve o agosto mais quente desde 1901, com média nacional de 28,01°C, 0,67°C acima da média de longo prazo, e chuvas de monção 16% abaixo do normal, agravadas pelo El Niño.

Uma análise da agência meteorológica britânica aponta que as emissões de gases de efeito estufa tornaram 130 vezes mais provável o recorde deste verão. Mais de 30 países, da Europa Ocidental à América Central e ao Sahel, tiveram o julho mais quente já medido, segundo a AFP com dados do Copernicus.

Para quem vive no interior, a lição é clara: o calor extremo não é só notícia de longe. Secas e ondas de calor afetam plantações, reservatórios e a saúde de quem trabalha no campo. Acompanhar esses recordes ajuda a planejar melhor o dia a dia, seja na roça ou na cidade.

mudanças climáticas e agricultura

A tendência é que novos recordes apareçam com frequência cada vez maior, alertam cientistas. Resta às comunidades se prepararem para verões mais quentes e secos, com políticas de adaptação e alertas antecipados.

Inácio Bicalho
Repórter de Interior e Agro
Do Norte de Minas, cobre o sertão mineiro, a seca, o pequeno produtor e as pautas que a capital ignora.
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